Texto completo
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| Autor(es): |
Louise Lacalendola Tundisi
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Tese de Doutorado |
| Imprenta: | Campinas, SP. |
| Instituição: | Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Ciências Farmacêuticas |
| Data de defesa: | 2022-02-11 |
| Membros da banca: |
Priscila Gava Mazzola;
Frederico Pittella Silva;
Marlus Chorilli;
Daniele Ribeiro de Araujo;
Renata Fonseca Vianna Lopez
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| Orientador: | Priscila Gava Mazzola |
| Resumo | |
A via tópica traz muitas vantagens sobre o tratamento oral por não sofrer efeito de primeira passagem, menos ou nenhuma interação medicamentosa e, normalmente, não requer monitoramento laboratorial durante o tratamento. Com uma melhoria na eficácia da administração de medicamentos tópicos, a investigação de novas formulações farmacêuticas é essencial para aumentar a adesão do paciente, facilitando o regime terapêutico. Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi estudar um sistema de administração de medicamentos capaz de modular a liberação de fármacos tópicos usando um polímero que responde a estímulos com caseína e avaliar a adição de nanopartículas poliméricas à modulação reológica do hidrogel e ao aumento da administração de fármacos. Formulamos combinações de P407 e caseína em proporções variáveis, com a presença das duas moléculas sendo confirmada pelo FTIR. Estudamos o efeito das mudanças na proporção de caseína, na viscosidade, na bioaderência e nas propriedades mecânicas, pois isso seria um determinante importante da capacidade da formulação de se manter no lugar após a aplicação. A viscosidade a 37oC da formulação cresceu com o aumento da proporção de caseína: 18% (p/v) de P407 com 5 e 10% de caseína foram 1,27 e 2,84 vezes mais viscosos respectivamente do que P407 somente. A adição de 10% de caseína em P407 a 25% resultou em aumento de viscosidade de 1,22 vezes. O efeito da adição de caseína sobre a bio adesão e propriedades mecânicas favoreceu a formulação de um produto tópico final mais adesivo, que visa a capacidade de espalhabilidade e contato prolongado no local. O uso da caseína retardou a liberação da droga do cloridrato de bupivicaina (anfifílico) e sulforodamina B (hidrofílico) em PBS a 37oC. Todas as formulações foram testadas em ratos para 6 h de contato com a pele e nenhuma delas apresentou sinais de irritação ou inflamação, demonstrando seu potencial para ser testada e utilizada em humanos. As nanopartículas de PCL mostraram alta eficiência de encapsulamento (98,81%) do cloridrato de terbinafina, um bom índice de polidispersidade e não interferiu na atividade metabólica dos queratinócitos. Elas foram adicionadas ao hidrogel de caseína P407 em diferentes ordens e concentrações. A adição de nanopartículas ao hidrogel influenciou significativamente a temperatura de gelificação, as propriedades viscoelásticas e forneceu géis estáveis nos dois métodos de preparação. Além disso, a ordem de adição levou a diferentes comportamentos reológicos para a mesma concentração de nanopartículas. Tanto hidrogeis acrescidos pela adição de proteínas disponíveis quanto nanopartículas poliméricas, têm potencial como sistemas de liberação controlada de medicamentos. As propriedades desejadas para um produto tópico, reologia e liberação de ativos, podem estar na mistura inovadora de componentes já conhecidos e suas formas. Essas melhorias podem ter um impacto na adesão do paciente, particularmente com terapias tópicas que podem durar meses e exigir muitas aplicações por dia. No entanto, parece que ainda há plenty of room at the bottom para permitir o desenvolvimento contínuo dos sistemas de entrega de medicamentos para as décadas vindouras (AU) | |
| Processo FAPESP: | 17/10728-2 - Encapsulação e modulação de superfície com Policaprolactona (PCL): Uma nova abordagem para o tratamento de infecções fúngicas tópicas |
| Beneficiário: | Louise Lacalendola Tundisi |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |