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Efeito do uso da bromelina associada a vitrocerâmica bioativa na interface dentina/adesivo

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Autor(es):
Rocio Geng Vivanco
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Ribeirão Preto.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (PCARP/BC)
Data de defesa:
Membros da banca:
Fernanda de Carvalho Panzeri; José Roberto de Oliveira Bauer; Ana Karina Barbieri Bedran Russo; Francisco Wanderley Garcia de Paula e Silva
Orientador: Fernanda de Carvalho Panzeri
Resumo

Este estudo in vitro avaliou o efeito da bromelina associada ao Biosilicato na resistência de união (RU) de um sistema adesivo universal, no modo self-etch, à dentina hígida e afetada por cárie, bem como na atividade proteolítica na interface adesiva. Inicialmente, definiu-se o protocolo mais adequado para a aplicação da bromelina. A seguir, cavidades oclusais foram preparadas em molares humanos. Metade das amostras foi submetida a desafio cariogênico. Os dentes foram então separados em nove grupos (n = 20) conforme o tratamento aplicado antes do adesivo (Single Bond Universal, 3MESPE): Controle (sem tratamento), CHX (Clorexidina a 0,12%), NaOCl (Hipoclorito de sódio a 5%), Br5% (Bromelina a 5%), Br10% (Bromelina a 10%), Bio (Biosilicato a 10%), NaOClBio (NaOCl+Bio), Br5%Bio (Br5%+Bio), Br10%Bio (Br10%+Bio). Após restauração (Filtek Z350XT, 3MESPE), as amostras foram seccionadas em palitos, que foram armazenados em água destilada a 37 °C por 24 h, 6 meses e 1 ano. Após esses períodos, foram submetidos ao teste de microtração. Padrões de fratura foram observados em microscópio óptico, e a interface adesiva, por MEV e microscopia eletrônica de transmissão. Ensaios de resistência à degradação por colagenase bacteriana e Zimografia in situ foram conduzidos. Os dados foram analisados estatisticamente. Na dentina afetada, após 24 h, Br10% exibiu maior RU (p < .05) que Br5%Bio e NaOClBio. A dentina hígida tratada com NaOCl e a afetada com Br5% apresentaram maior RU (p < .05) após 6 meses do que após 24 h. A dentina hígida tratada com NaOClBio e a afetada com CHX, NaOCl e associação dos tratamentos tiveram maior RU (p < .05) após 6 meses e 1 ano do que após 24 h. Os padrões de fratura foram predominantemente mistos. A MEV revelou que os agentes desproteinizantes removeram parcialmente a smear layer, sendo NaOCl o mais eficaz. Partículas do Biosilicato integradas na camada híbrida foram parcialmente dissolvidas após envelhecimento. A associação de tratamentos formou uma camada híbrida mais uniforme, com partículas de Bio mais integradas e, em alguns grupos, exibiram-se cristais de Whitlockite. A MET mostrou que os agentes desproteinizantes promoveram a formação de tags de resina, sendo que Br5% e Br5%Bio geraram tags mais curtos. Bio, associado ou não, mostrou regiões elétron-densas e tecido mais compacto. Na Zimografia in situ, dentre as amostras sem inibidor, Controle apresentou maior fluorescência verde que os grupos experimentais (p < .05). No ensaio de resistência à degradação, Br5% e Br5%Bio apresentaram menor perda de massa e maior degradação que Controle (p < .05). Independente do envelhecimento e da concentração de bromelina, a sua associação com o Biosilicato não prejudicou a RU do sistema adesivo, no modo self-etch, à dentina hígida. Na dentina afetada por cárie, a bromelina a 5% associada ao Biosilicato diminuiu a RU imediata, mas não teve influência em longo prazo. Quando associados, o envelhecimento não teve impacto na RU à dentina hígida. Na dentina afetada, houve um aumento na RU após envelhecimento. Essa associação reduziu a atividade de proteases endógenas na interface adesiva; porém, não preveniu a degradação do colágeno pela colagenase bacteriana. (AU)

Processo FAPESP: 19/24922-0 - Efeito do uso da Bromelina associada a vitrocerâmica bioativa na interface dentina/adesivo
Beneficiário:Rocio Geng Vivanco
Modalidade de apoio: Bolsas no Brasil - Doutorado