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Potencial da arborização viária na redução do consumo de energia elétrica: definição de três áreas na cidade de São Paulo - SP, aplicação de questionários, levantamento de fatores ambientais e estimativa de Graus-Hora de calor

Texto completo
Autor(es):
Giuliana Del Nero Velasco
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Piracicaba.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz
Data de defesa:
Membros da banca:
Ana Maria Liner Pereira Lima; Hilton Thadeu Zarate do Couto; Lucila Chebel Labaki; Mauricio Roriz; Demostenes Ferreira da Silva Filho
Orientador: Ana Maria Liner Pereira Lima
Resumo

A problemática na obtenção e no uso consciente de energia nas cidades é assunto polêmico e extremamente atual. As áreas urbanas têm, freqüentemente, superfícies mais escuras e menos vegetação quando comparadas a áreas circunvizinhas. Essas diferenças afetam o clima, o uso de energia e a qualidade de vida. Uma das linhas de ação para promover o uso eficiente de energia elétrica nas cidades através da redução da necessidade de consumo é o uso de vegetação. O objetivo do presente trabalho foi o de investigar - em três áreas da cidade de São Paulo-SP - o potencial da arborização viária na redução do consumo de energia elétrica. Inicialmente, considerando todo o município de São Paulo, foi feita a definição das áreas a serem estudadas, com uso de ferramentas de geoprocessamento, uso de mapas já existentes do município e diversas visitas aos locais. A segunda parte consistiu na análise, em menor escala, de fatores relacionados às residências pertencentes às áreas definidas anteriormente, com medições de variáveis climáticas (temperatura do ar e umidade relativa) nos meses de setembro de 2006 e março de 2007, questionários, classificação da vegetação existente nas calçadas das residências e valores de consumo de energia elétrica. Finalmente, foi elaborada uma estimativa de Graus-Hora de calor relacionando-os com os dados coletados. O índice de vegetação associado à classificação supervisionada e às visitas ao local permitiu a definição das três áreas de estudo. A área 1 continha 3,72% de vegetação e uma média de 1,18 plantas/residência amostrada. Já a área 2, intermediária em termos de densidade de vegetação, continha 11,71% de vegetação e média de 3,17 plantas/residência. Por fim, a área 3, caracterizada como a de maior densidade de vegetação contava com 22,92% e 5,32 plantas/residência. Em setembro de 2006, a média de temperatura do ar, nos quatro dias, nos quatro horários (7:00h, 9:00h, 14:00 e 21:00h) e nos dois locais (calçada e rua) foi de 21,61oC, 21,46oC e 21,25oC para as áreas 1, 2 e 3, respectivamente. Já para março de 2007 tais valores foram de 26,69oC, 25,79oC e 25,46oC. A maior diferença encontrada de temperatura entre as áreas 1 e 3 foi de 2,14oC. A quantidade e uso de aparelhos de ar condicionado não diferiu entre áreas, ao contrário do consumo de energia elétrica, fato este que impossibilitou a análise e definição da influência de tais aparelhos no valor final de consumo por residência. A quantidade de aparelhos de ar condicionado foi positivamente relacionada com o consumo. A estimativa de Graus-Hora de calor foi possível a partir da estação de referência, resultando, para o mês de março, valores de 10, 6,67, 3,91 e 7,2 para as áreas 1, 2, 3 e referência, respectivamente. Para o mês de setembro, estes valores foram de 2,21, 0,76, 0 e 0, para as mesmas áreas. (AU)

Processo FAPESP: 04/01842-6 - Arborizacao urbana para reducao no consumo de energia eletrica.
Beneficiário:Giuliana Del Nero Velasco
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado