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O significado da religiosidade para pacientes com câncer e para profissionais de saúde

Texto completo
Autor(es):
Joelma Ana Espíndula
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Ribeirão Preto.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto
Data de defesa:
Membros da banca:
Elizabeth Ranier Martins do Valle; Carmen Lucia Cardoso; Yolanda Cintrao Forghieri; Renata Curi Labate; Carmen Maria Bueno Neme
Orientador: Elizabeth Ranier Martins do Valle
Resumo

Os objetivos do estudo são compreender como pacientes com câncer vivenciam o fenômeno da religiosidade e da fé, e como profissionais de saúde significam a religiosidade e a fé dos pacientes em tratamento de câncer e como vivenciam esse fenômeno. O tema religiosidade é considerado atual e importante para a época onde ainda falta uma atenção a esse aspecto aos pacientes com doenças graves. Trata-se de uma pesquisa qualitativa-descritiva, sob o referencial de análise fenomenológica em Stein (1999b) e Ales Bello (2006a), um modo de compreender e analisar o ser humano na sua totalidade - física, psíquica e espiritual, que possibilita um aprofundamento e uma correlação entre sua interioridade e exterioridade que se mostram nos desdobramentos das análises desenvolvidas. É no sentido das falas dos colaboradores onde se apóia a análise fenomenológica, enquanto descrição que quer conhecer intuitiva e imediatamente o que há \"por trás\" dessas falas. No presente estudo revelou que os pacientes com câncer mostram pertencer a uma diversidade de religiões: a maioria é de Evangélicos e Espíritas, a minoria são de Católicos. Os pacientes significam a religião como um meio de suporte e sustento fundamental nos momentos de dor e sofrimento causados pelo câncer e por seu tratamento. Eles percebem a comunidade religiosa como um apoio espiritual, com a qual eles podem compartilhar os seus sentimentos, os seus conflitos, as suas dores e serem acolhidos, como são, na sua finitude. Alguns mostram que puderam viver na vida transformações de valores que ainda não tinham sido vividos e nem experimentados, e passam a agir através destes. Nesse estudo, apresento também a experiência tal como vivida pelos profissionais de saúde a partir de seus relatos a maioria deles não freqüenta nenhuma igreja. Dois dizem Católicos praticantes e um Católico não praticante. A maioria dos profissionais diz Espiritualista, um médico se diz Budista e uma Espírita. Esses acreditam que a religião é inerente a todo ser humano. Eles confiam nos valores humanos e experienciam uma \"religião pessoal\". Eles expressam nas religiões os valores positivos que recebem os seus fiéis e estes procuram aprender vivê-los. A religião pode se viver individualmente (sozinho), ou seja, ser autônomo nos seus atos, sem influência do pastor, do padre que seja para orientar a seguir a estrada da vida. Os que são convictos de suas religiões (menos da metade) dos profissionais acreditam na proteção divina. Têm na Palavra de Deus e em Nossa Senhora o sustento para suas ações, tem uma disposição e motivação diferente para tratar com os doentes. A religião é vivenciada por elas de um modo humano e verdadeiro. Elas mostram vivê-lo com amor, ao se aproximar e se \"jogar\" por inteiro na relação com os pacientes e com os outros profissionais da equipe. No geral, os profissionais significam a importância da religiosidade para o paciente e sua família, mas estas devem vir como sustento e proteção para enfrentar a situação; eles esperam que esses enfermos vivam a sua fé com prudência e sempre aderindo à realidade. (AU)

Processo FAPESP: 05/53574-8 - O significado da religiosidade para os pacientes com câncer
Beneficiário:Joelma Ana Espíndula
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado