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A ginástica laboral na redução de queixas de estresse ocupacional e dor osteomuscular em funcionários administrativos de uma universidade pública

Texto completo
Autor(es):
Fabiana Cristina Taubert de Freitas
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Ribeirão Preto.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (PCARP/BC)
Data de defesa:
Membros da banca:
Maria Lucia do Carmo Cruz Robazzi; Andrea Licre Pessina Gasparini
Orientador: Maria Lucia do Carmo Cruz Robazzi
Resumo

Fatores psicossociais envolvem sintomas como cansaço físico ou mental e estresse, além de serem importantes contribuidores para a incidência e severidade dos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORTs). Objetivou-se avaliar o efeito da Ginástica Laboral (GL) compensatória em funcionários administrativos de uma universidade pública, visando a redução de queixas relacionadas ao estresse ocupacional e dor osteomuscular. Pesquisa de delineamento quase-experimental com análise quantitativa e comparativa dos dados, tendo como amostra 30 funcionários administrativos da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP-USP). Para a coleta dos dados adotou-se três questionários: o de caracterização dos trabalhadores que abordava os aspectos pessoais e ocupacionais dos sujeitos; a Escala de Estresse no Trabalho (EET) para identificar a presença de estresse ocupacional e o Diagrama de Corlett (DC) para avaliar a presença, localização e intensidade das queixas de dor osteomuscular. O período de coleta de dados ocorreu de fevereiro a junho de 2010 e foi dividido em três etapas: a primeira foi o pré teste que constou da aplicação dos questionários aos sujeitos; a segunda foi a intervenção por GL a qual teve uma freqüência de 2 vezes por semana, duração de 15 minutos cada, no período de 10 semanas e contava com técnicas de estabilização segmentar, alongamento muscular em cadeias e segmentar e cinesioterapia ativa. A terceira etapa foi o pós-teste em que os sujeitos responderam novamente à EET e ao DC. Para analise dos dados de estresse ocupacional e dor osteomuscular utilizou-se inicialmente estatística descritiva; para verificar se estes valores foram significativos, realizou-se estatística não paramétrica e o Teste de Wilcoxon foi aplicado, separadamente, para a analise de cada variável, adotando o nível de significância de 95% (p=0,005). Os resultados mostraram que a maioria dos sujeitos era do sexo feminino (56,7%), casada (70%), com nível superior de escolaridade (73,3%) e adotava a mão direita como dominante (90%). Possuía idade média de 41,7(±8,79) anos e praticava atividade física, em média, 2,6(±1,5) vezes semanais; trabalhava 40,1h (±0,7) em turno integral; 73,3% não realizavam horas-extras e 13,3% possuíam outro emprego. Constatou-se presença de estresse ocupacional leve nos funcionários avaliados, com níveis médios de 2,3 no pré e 2,2 no pós-teste, não havendo redução estatisticamente significativa. Todavia, houve redução álgica osteomuscular em todos os segmentos corporais avaliados, sendo esta estatisticamente significativa em pescoço, cervical, costas superior, médio e inferior, coxa direita, perna esquerda, tornozelo direito e pés. Ficou evidente que a GL aplicada nestes sujeitos promoveu a redução significativa de algias osteomusculares na coluna vertebral, além de promover uma redução sintomatológica positiva em todos os segmentos corporais avaliados, bem como favoreceu, também, a não elevação dos níveis de estresse ocupacional. (AU)

Processo FAPESP: 08/56288-4 - A ginastica laboral na reducao do estresse ocupacional e dor em funcionarios de uma universidade publica
Beneficiário:Fabiana Cristina Taubert de Freitas
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado