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Treinamento físico aeróbio aumenta a capacidade antioxidante das HDL e reduz o estresse oxidativo plasmático no diabete melito tipo 2

Texto completo
Autor(es):
Rodrigo Tallada Iborra
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina
Data de defesa:
Membros da banca:
Marisa Passarelli; Helena Coutinho Franco de Oliveira; Paulo Rizzo Ramires
Orientador: Marisa Passarelli
Resumo

Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar, em pacientes portadores de diabete melito tipo 2 (DM 2) e em indivíduos saudáveis (C), o efeito agudo e crônico do exercício físico aeróbio intenso (TFA) sobre o insulto oxidativo e defesas antioxidantes plasmáticas, bem como o reflexo sobre a habilidade das HDL2 e HDL3 em inibir a oxidação das LDL in vitro. Métodos: O consumo máximo de oxigênio no pico de exercício (VO2 pico) foi medido respiração a respiração, durante teste de esforço máximo, realizado antes e após as 18 sem de TFA supervisionado. Colesterol total (CT), triglicérides (TG), glicose plasmática e insulina foram determinados antes e após TFA. Também foram determinadas a concentração de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), o perfil antioxidante total e a atividade sérica da paraoxonase-1. As HDL2 e HDL3 foram isoladas do plasma por ultracentrifugação em gradiente descontínuo de densidade. Para determinar o lag time de oxidação de LDL (LAG) e a razão máxima de formação de dienos conjugados (RDC), as HDL2 e HDL3, isoladas nos diferentes períodos experimentais, foram incubadas com pool de LDL de doadores saudáveis, na presença de CuSO4 (10µmol/mL) a 37°C, com leitura a 234 nm, durante 4 h. CT, TG, fosfolípides e apolipoproteína A-I foram determinados nas subfrações de HDL. Resultados: O VO2 pico aumentou em ambos os grupos após TFA. Não se observou variação significativa de peso, TG, HDL colesterol (HDLc), insulina e índice HOMA entre os grupos, tampouco após o treinamento físico. Antes do período de TFA, o CT e o LDL colesterol plasmáticos do grupo C foram maiores que o do grupo DM 2, diferença que não se manteve após o período de treinamento físico. HbA1c e glicemia foram maiores no grupo DM 2, antes e após TFA. O TFA não alterou a HbA1c no grupo DM 2. Na presença de HDL3, o LAG foi semelhante entre os grupos antes do TFA, porém apenas no grupo DM 2 houve aumento do LAG e redução na RDC, mediante incubação com HDL3 isolada após TFA. Na presença de HDL2, o LAG foi menor no grupo DM 2 quando comparado ao grupo C, antes do TFA. Após TFA esta diferença desapareceu. Não houve alteração na RDC em ambos os grupos após TFA. Não houve diferença entre os grupos na composição da HDL3 antes e após TFA. No período basal, a HDL2 do grupo DM 2 apresentou concentrações menores de CT e livre, desaparecendo a diferença após o TFA. Após TFA, observou-se redução no TBARS apenas no DM 2. O TFA não alterou a atividade da paraoxonase-1 e o perfil antioxidante total no plasma em ambos os grupos. Conclusão: O TFA reduziu a peroxidação lipídica no plasma, corrigiu o efeito antioxidante da HDL2 e melhorou o da HDL3 em indivíduos portadores de DM 2. Estes eventos foram independentes de alteração na sensibilidade à insulina e da concentração e composição de HDL no plasma (AU)

Processo FAPESP: 03/02266-6 - Efeito do treinamento físico aeróbio intenso sobre a oxidação de lipoproteínas (in vivo e in vitro) e a remoção de lípedes celulares, mediada por HDL, no diabete melito tipo 2
Beneficiário:Rodrigo Tallada Iborra
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado