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Fluxo de gases de efeito estufa no solo com deposição de fezes e urina de bovinos de corte na região Sudoeste da Amazônia

Texto completo
Autor(es):
Marilia Barbosa Chiavegato
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Piracicaba.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Centro de Energia Nuclear na Agricultura
Data de defesa:
Membros da banca:
Carlos Clemente Cerri; Magda Aparecida de Lima; Jorge de Lucas Junior
Orientador: Carlos Clemente Cerri
Resumo

As emissões de gases de efeito estufa (GEE) para atmosfera representam um dos principais desafios da população mundial atualmente. A pecuária contribui para as emissões antrópicas principalmente de metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) à tmosfera. O Brasil possui o maior rebanho bovino comercial do mundo e assim, possui importante participação nas emissões destes gases. As emissões de CH4 são provenientes principalmente da fermentação entérica e da deposição de fezes nos solos sob pastagem,.as emissões de N2O são provenientes da urina. Os fatores de emissão utilizados para quantificar as emissões na pecuária foram desenvolvidos pelo Intergovernamental Panel of Climate Change baseados em pesquisas realizadas em regiões de clima temperado. Dessa maneira faz-se necessária a determinação de fatores específicos as condições tropicais brasileiras possibilitando exatidão na quantificação das emissões de GEE. O presente trabalho teve como objetivo quantificar as emissões de CH4 provenientes das fezes e de N2O provenientes da urina de bovinos de corte depositadas em solos sob pastagens, assim como verificar a interferência de diferentes manejos dos animais, fatores climáticos e fatores intrínsecos aos dejetos nestas emissões. A pesquisa foi desenvolvida em propriedade privada (Agropecuária Nova Vida, localizada em Ariquemes, RO), produtora de bovinos de corte em sistemas de manejo à pasto e emi-confinamento. As emissões de CH4 e N2O foram quantificadas nos dejetos provenientes dos animais à pasto e em semi-confinamento, em duas áreas experimentais: pasto sem e com cobertura protegendo as amostras da insolação direta e precipitação pluvial. Durante o período de coleta dos gases (10 dias) foram verificados variações na umidade, temperatura e teor de carbono nas fezes, umidade e teor de nitrogênio no solo com adição de urina em diferentes profundidades (0-3 cm, 3-6 cm, 6-10 cm, 10-15 cm, 15-20 cm). Adicionalmente, foram quantificadas as emissões de CH4 e N2O provenientes do solo sem deposição de dejetos, como tratamento testemunha. Com relação às variáveis climáticas, verificou-se interação significativa da umidade das fezes com a produção de CH4 no bolo fecal. A produção de N2O é extremamente variável, apresentando variação temporal e sazonal. O efeito da dieta na produção dos gases nos dejetos não pode ser avaliado devido a problemas metodológicos. Os fatores de emissão encontrados foram: 0,6 kg C-CH4 animal-1 ano -1 e 0,05 kg N-N2O kg N aplicado-1, para fezes e urina depositadas no solo, respectivamente. O balanço das emissões de GEE na propriedade foi calculado considerando todas as fontes de emissão de CH4 e N2O e o estoque de C nas pastagens. A emissão líquida determinada foi de 5.350 Mg C-equivalente na propriedade no ano de 2009. Limitações metodológicas proporcionaram a geração de resultados considerados parciais. Futuras pesquisas são sugeridas para que o conhecimento das emissões de CH4 provenientes das fezes e N2O da urina de bovinos em clima tropical seja consolidado (AU)

Processo FAPESP: 08/07823-4 - Balanço de gases de efeito estufa na atividade pecuária: estudo de caso na Amazônia
Beneficiário:Marilia Barbosa Chiavegato
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado