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Formulação e caracterização físico-química e biofarmacêutica de microemulsões lipídicas contendo doxorrubicina

Texto completo
Autor(es):
Thalita Pedroni Formariz
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Araraquara. 202 f.
Instituição: Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Faculdade de Ciencias Farmaceuticas.
Data de defesa:
Membros da banca:
Maria Palmira Daflon Gremião; Victor Hugo Vitorino Sarmento; Maria Vitória Lopes Badra Bentley; Renata Fonseca Vianna Lopes
Orientador: Anselmo Gomes de Oliveira; Rosângela Gonçalves Piccinini
Resumo

Dependendo da composição, uma mistura de tensoativos, óleo e água podem formar agregados supramoleculares com diferentes estruturas, que por sua vez podem influenciar significativamente na velocidade e no perfil de liberação de fármacos. Neste trabalho sistemas microemulsionados contendo Óleo de Rícino Polioxil-40-Hidrogenado (ORPH), Fosfatidilcolina de Soja (FS) e Oleato de Sódio (OS) como tensoativos, Colesterol (CHO) como fase oleosa e tampão Tris-HCl 0,01M pH 7,2 como fase aquosa, foram estudados. Microemulsões (ME) com e sem o fármaco antitumoral doxorrubicina (DOX) foram preparadas e sua microestrutura foi caracterizada por reologia, microscopia de luz polarizada, espalhamento de luz a baixo ângulo (SAXS), difração de raio-X (DRX). Após a caracterização físico-química, avaliou-se a estabilidade física, a toxicidade aguda, os parâmetros bioquímicos com marcadores de cardiotoxicidade (CKMb) e hepatotoxicidade (AST, ALT) e atividade antitumoral “in vivo” da DOX veiculada nas ME. Os ensaios reológicos revelaram que o comportamento tixotrópico das amostras é dependente da sua composição. As medidas de microscopia de luz polarizada, SAXS e DRX indicam que o aumento da proporção de CHO/Sistema tensoativo permite à cristalização do colesterol em fases polimorfas as quais restrigem a mobilidade das moléculas de DOX na fase interna da ME. Esses resultados também revelam que o aumento da concentração de colesterol na mistura fase oleosa/sistema tensoativo permite a formação de estruturas ordenadas com arranjos lamelares e cristais de CHO. Os estudos de estabilidade mostraram que a inclusão do OS a mistura tensoativa (EU/FS) favorece a estabilidade da ME. Os experimentos de toxicidade aguda (ratos Wistar e camundongos Swiss) mostraram que a DOX-ME apresentaram uma dose letal média (DL50) maior do que a forma farmacêutica... (AU)

Processo FAPESP: 05/51862-6 - Incorporação da doxorrubicina Èm microemulsões lipídicas e estudo da atividade antitumoral
Beneficiário:Thalita Pedroni Formariz
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado