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Resumo

Este projeto de pós-doutorado tem como objetivo produzir uma tradução em português brasileiro e um comentário narratológico em inglês sobre as Pós-homéricas de Quinto de Esmirna, um poema épico da Grécia da Antiguidade Tardia, datado do século III d.C. Tal poema narra, em 14 Livros compostos em hexâmetros datílicos, os acontecimentos situados entre a Ilíada e a Odisseia de Homero, desde as consequências da morte de Heitor até a partida dos gregos de Troia. Esses acontecimentos incluem episódios célebres, como a morte de Aquiles, o suicídio de Ájax, a construção do cavalo de madeira e o saque de Troia.Esta proposta dá continuidade à pesquisa de doutorado do proponente, a qual está resultando na tradução e no comentário dos Livros 1 a 3 da obra, com apoio da FAPESP (processos nº 2020/06785-3 e nº 2023/12998-8). O objetivo agora é ampliartal pesquisa e abarcar o restante do poema, ou seja, os Livros 4 a 14. O doutorado constituiu uma fase de exploração e estabelecimento do aparato metodológico para a tradução e a análise narratológica; o pós-doutorado, por sua vez, representará uma fase de expansão e conclusão da obra como um todo.Tratar-se-á da primeira tradução integral das Pós-homéricas para o português, bem como do primeiro comentário a abranger o poema em sua totalidade. Com a tradução em português, pretendemos atender à comunidade lusófona; com o comentário em inglês, buscamos manter o diálogo internacional que tem sido uma constante ao longo da pesquisa, tanto no campo dos estudos da Antiguidade Tardia quanto nas discussões metodológicas sobre narratologia.Em um comentário narratológico, nosso foco está na narratividade do texto de Quinto, ou seja, em como sua história é apresentada e nas técnicas empregadas na representação de suas personagens, seus discursos e ações, na configuração dos espaços e na passagem do tempo. Assim, buscamos analisar os recursos narrativos pelos quais o narrador quintiano conduz seus narratários ao longo da representação dos momentos finais da guerra épica entre gregos e troianos, acompanhada de sua respectiva tradução brasileira. (AU)

Resumo

Este projeto propõe uma investigação da economia do kydos agonístico nos epinícios de Píndaro comissionados para vencedores da ilha de Egina, tendo-se em vista a construção do elogio da pólis e da patra (clã, família estendida) do vitorioso, formas sociais que, juntamente com o oikos (linhagem patrilinear), compartilham do capital simbólico obtido com o sucesso atlético do laudandus. As odes eginetas, parte significativa do corpus de epinícios pindáricos, apresentam uma série de referências cruzadas, resultado de uma provável sobreposição de audiências primárias e secundárias de performance. Destacam-se, nesse subgrupo, os epinícios dedicados aos filhos de Lampão (N. 5, I. 5 e I. 6), que servirão de fio condutor da investigação, já que a identidade dos comitentes e seu intervalo de datação provável (c. 487-480 AEC) dão conta, de um lado, do contexto sociopolítico de Egina no início do século V AEC - ainda independente e em conflito velado com Atenas - e de outro, das marcas identificadoras da maioria das odes eginetas: a idade dos laudandi (em geral adolescentes); as modalidades disputadas (luta e pancrácio); e a presença da linhagem dos Eácidas nas narrativas míticas centrais. Esses traços, compartilhados pelos três poemas, permitirão uma comparação com as demais odes para vencedores eginetas, tanto do ponto de vista da intertextualidade e da identificação da matéria convencional, como dos eventuais distanciamentos no tratamento da vitória atlética. Objetiva-se, assim, demonstrar que o corpus dos epinícios de Egina destacam a posição singular da aristocracia da ilha, se comparada àquelas da Grécia balcânica e da expansão grega no Mediterrâneo, e que esse gênero poético teve um papel relevante como um veículo de promoção da identidade egineta - políade e aristocrática - em um momento crítico da história da ilha. (AU)

Resumo

A magia na Grécia antiga é um fenômeno da religião grega que recentemente tem atraído a atenção de muitos estudiosos. No entanto, a sua presença nos poemas épicos homéricos não tem recebido tanta atenção como outras manifestações suas. Se a magia tem sido negligenciada, a relação da deusa Afrodite com ela tem sido ainda mais. Na Ilíada, esta divindade usa uma cinta ornamentada, o seu kestós himás, na qual se encontram todos os encantos mágicos do amor e do erotismo e que é central para o episódio do Díos apáte. Além disso, Afrodite é apanhada numa armadilha de redes mágicas tramada pelo seu marido Hefesto, um episódio narrado em "Os Amores de Ares e Afrodite", na Odisseia. Tendo em conta estes episódios, a pesquisa proposta visa compreender a forma como Afrodite atua no domínio da magia na épica homérica. Para tal, prosseguiremos com a microanálise proposta por Marcel Detienne no quadro do comparatismo, uma metodologia que visa analisar a forma como uma divindade se relaciona com os vários elementos e personagens que a rodeiam. (AU)

Resumo

Este projeto busca entender como Héracles de Eurípides concebe, representa e articula formas textuais que apontam para o prazer no sofrimento, buscando apoio nas imagens, discussões e ideias desenvolvidas por Platão no livro 10 da República. O objetivo é a análise da economia de afetos, sobretudo do sofrimento, em uma tragédia clássica amparada tanto na crítica explícita de Platão quanto nas filigranas de sua textura discursiva. A análise terá como escopo as cenas finais do Héracles, especialmente os momentos nos quais se representam a dor e o sofrimento do herói após o reconhecimento da morte dos filhos e da esposa, e os parágrafos do livro 10 da República que discutem a economia afetiva da poesia mimética. Nessas passagens, o sofrimento não é entendido apenas como estranho ao indivíduo, mas, de certa forma, como desejável, um estado que gera prazer ao ser habitado. Assim, a aproximação entre as duas obras se fará por meio de uma espécie de diálogo, composto, de um lado, pelos conceitos, metáforas e vocabulário desdobrados por Platão, e, de outro, pelas formas, figuras, imagens, texturas fônicas e outros recursos que acentuam a complexa relação entre prazer e sofrimento presente no Héracles.

Resumo

O principal objetivo do projeto é investigar a manifestação da compaixão divina na Ilíada. Para isso, partiremos da afirmação de Aristóteles que sentir compaixão só é possível quando nós podemos nos ver na mesma situação na qual a pessoa que gerou em nós o sentimento se encontra. A pesquisa será conduzida com uma abordagem cognitiva, isto é, consideraremos que os deuses manifestam compaixão ao olhar para os mortais e refletir em sua situação e não como uma resposta instintiva. A discussão proposta considera que os deuses iliádicos, além de serem personagens no mundo da história, têm outras funções narrativas no poema: eles podem ser usados pelo aedo para manipular a resposta do público, já que eles, constantemente, aparecem como um público interno dos eventos em Troia, e eles também são empregados como uma maneira de mover o enredo. Finalmente, como parte da metodologia diversa do projeto, a tese da referencialidade tradicional contribuirá para definição das direções referenciais, caso existam, das cenas nas quais os deuses demonstram compaixão. (AU)

Resumo

Este projeto de pesquisa propõe a investigação da representação do tirano Hierão de Siracusa na Pítica 2 de Píndaro. Como parte de uma ampla estratégia de construção da imagem pública e de legitimação da tirania Deinomênida em Siracusa no século V a.C., o epinício se destacou como um veículo capaz de forjar ou reforçar identidades locais imbrincadas à figura do tirano e de projetar a notoriedade da dinastia no cenário pan-helênico. Valendo-se da leitura de fontes escritas, epigráficas e historiográficas, que dão notícia da hegemonia dos Deinomênidas em Siracusa, tal como de estudos arqueológicos e históricos, busca-se contextualizar o papel do epinício, em especial da Pítica 2, na representação de Hierão como governante por direito, sem prescindir de uma análise detida do poema, e de como a economia da ode, permeada por elementos convencionais e ocasionais e pela mobilização de topoi advindos de outros gêneros poéticos arcaicos, constrói um elogio ao landandus que o situa como monarca legítimo de Siracusa, em uma época marcada por conflitos bélicos, políticos e sociais, reconfigurações populacionais e consolidação da pólis como força política cada vez mais importante no leste da Sicília.

Resumo

O objetivo desta pesquisa é focar o narrador homérico para discutir aspectos da Ilíada que podem ser concebidos como ferramentas narrativas e poéticas usadas pelo aedo no contexto de performance da poesia épica arcaica grega. Para tanto, analisaremos cenas nas quais os deuses são empregados de maneira metapoética, especialmente, aquelas nas quais eles aparecem como audiência dos eventos narrados, a écfrase do escudo de Aquiles, as menções, feitas pelo narrador, aos "mortais de hoje" (nyn brotoi) e aos "homens de antanho" (andres proteroi) e os símiles. Propõe-se que tais ferramentas deixam entrever como o aedo interage com o receptor e como ele concebe a diferença entre o mundo dos heróis e o de seu público ao longo do poema. (AU)

Resumo

Exortada por Zeus na Ilíada a se abster das batalhas e a se ocupar dos feitos nupciais e representada como uma deusa bígama na Odisseia, Afrodite, na poesia homérica, é associada essencialmente ao domínio do erotismo. No entanto, tal restrição tem problemas: primeiro, porque os âmbitos de ação da deusa se mostram mais amplos no processo histórico de seu culto, abrangendo não só sexualidade, beleza e núpcias, mas também a navegação, a guerra e mesmo a política; segundo, porque, na própria épica homérica, Afrodite é constantemente relacionada a Ares, o que parece indicar sua participação no âmbito bélico, e à magia, representada pelo seu famoso késtos himás (faixa decorada, Il.14.214). Assim, por meio da narratologia aplicada à Ilíada e à Odisseia, o presente projeto propõe um estudo sobre a caracterização de Afrodite, isto é, a forma como sua personagem, que da perspectiva narratológica é historicamente determinada, é construída na narrativa, a fim de se verificar a existência de outros domínios relacionados à deusa para além do erótico - como o bélico e o mágico. Nesse sentido, o nosso principal objeto de análise serão as passagens em que Afrodite figura direta ou indiretamente. Contribuem ainda para o estudo proposto as noções de "teologia da história", conforme a qual concepções acerca dos deuses circulam por meio de narrativas, e de "história do cosmo", que concebe os poemas homéricos, e também os hesiódicos, como expoentes da história do desenvolvimento do mundo desde o princípio até o presente do público ouvinte. (AU)

Resumo

O narrador primário da Ilíada, ou seja, aquele que controla o andamento da narrativa principal, possui um conhecimento global, como é corrente em narradores épicos. Ele é onisciente, conhece o passado, o presente e o futuro, narra em terceira pessoa e, por causa de seu conhecimento universal, sua voz tem autoridade e não permite questionamento de seu discurso. Por meio da narratologia aplicada à poesia épica grega, de uma leitura intratextual do poema e da noção de referencialidade tradicional, pretende-se estudar momentos na narração primária nos quais esse narrador evidencia seu papel como mediador entre o mundo dos heróis e o mundo dos "homens de hoje", ou seja, quando narra de forma não distanciada, referindo-se, explicita ou implicitamente, a seu narratário ou a seu público. Nosso principal objeto de análise quanto a essa questão serão as expressões "mortais de hoje" e "homens de antanho" e os símiles. Estes últimos têm sido comumente entendidos como uma forma de comunicar ao público certas ações da narrativa principal por meio da comparação que o narrador faz entre um feito heroico e, em boa parte das ocorrências, uma ação tida como cotidiana na vida do homem comum, ou seja, do receptor dos poemas. Por fim, para ampliar a análise do público como elemento intrínseco à produção e recepção do poema no tempo da enunciação, discutiremos uma perspectiva interna aos poemas, aquela dos deuses como público dos eventos narrados, já que esses também podem ser representados por Homero como compondo uma audiência dos acontecimentos do mundo heroico. (AU)

Resumo

Muitos estudos têm recentemente focado sobre o aspecto performativo do drama grego, elucidando os elementos visuais das peças, tais como espaço, objetos, gestos e máscaras. Ainda assim, relativamente poucos trabalhos têm relacionado os resultados destas investigações sobre performance com as principais questões políticas que caracterizaram o momento histórico no qual nasceram a tragédia e a comédia. Este projeto de pesquisa pretende comparar Aristófanes e Eurípides em relação à interligação entre o mundo doméstico do oikos e o espaço cívico da polis por meio da oposição simbólica entre a área "interior" do edifício que servia de cenário (a skene) e a área "externa" do espaço de atuação dos atores (a orchestra). Nesse sentido, a abordagem desta pesquisa combinará uma leitura filológica de passagens específicas das peças com ferramentas metodológicas desenvolvidas pelos estudos sobre performance do teatro antigo, a exemplo da análise de entrada e saída das personagens a partir e para os espaços cênicos. Esta investigação demonstrará como a comédia antiga e a tragédia trabalharam o espaço dramático de maneira diferente de modo a comunicar uma visão particular de casa e cidade. Este projeto de pesquisa, portanto, possui consequências significativas tanto para o domínio mais amplo dos discursos gregos acerca da cidadania e da polis, como para a dinâmica dos gêneros literários na Grécia clássica.

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