| Processo: | 07/58547-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2008 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2011 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada |
| Pesquisador responsável: | Mogens Lesner Glass |
| Beneficiário: | Mogens Lesner Glass |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Assunto(s): | Concentração de íons de hidrogênio Equilíbrio ácido-base Regulação da temperatura corporal Lepidosiren paradoxa Rhinella schneideri |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Bufo Schneideri | Efeito Da Temperatura | Lepidosiren Paradoxa | Modelo De Alphastat |
Resumo
Um dos fatores vitais para os organismos é a capacidade que o corpo apresenta, de regular variáveis, que possam afetar seu correto funcionamento. O pH dos meios intra e extracelular em relação à temperatura é uma dessas variáveis. Algumas tentativas de se explicar como ocorria essa regulação foram propostas, sendo que a mais conhecida é a hipótese de Reeves (1972), denominada modelo Alphastat de regulação ácido-base. Reeves propôs que o ajuste do pH arterial em relação à alteração de temperatura minimizaria as modificações no grau de dissociação, ou na carga total das proteínas plasmáticas. O estado da maioria das proteínas, em relação às suas cargas iônicas é determinado, na faixa fisiológica de pH, pelo grau de dissociação do aminoácido imidazol ligado à posição a da histidina. De acordo com Reeves, cálculos demonstraram que a variação do pH arterial em relação à temperatura seria muito próxima a do pKlm. Entretanto, a partir do uso de animais cateterizados (sem sofrerem incomodo) para a obtenção de sangue arterial, essa hipótese vem sendo questionada por vários autores, que demonstraram, em estudos realizados com animais ectotérmicos, faixas de variação do pH arterial com a temperatura, com relevante diferença da prevista por Reeves (-0,024 a -0,018 unidades/°C). Este trabalho pretende avaliar o pH ótimo para a atividade da enzima anidrase carbônica (AC) em diferentes temperaturas, utilizando para isso, dois animais ectotérmicos (Bufo schneideri e Lepidosiren paradoxa), que possuem pHs arteriais diferentes para uma mesma temperatura. Através de uma técnica mais precisa, do que as anteriormente utilizadas em animais cateterizados, a leitura da absorbância de p-nitrofenol - que é o produto da conversão de p-nitrofenil-aceteto, pela AC, o argumento de Reeves (1972) poderá ser reavaliado com maior exatidão. (AU)
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