| Processo: | 09/04133-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2009 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2010 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral |
| Pesquisador responsável: | Carlos Arturo Navas Iannini |
| Beneficiário: | Jessyca Michele Citadini |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Ecofisiologia Ecofisiologia animal Comportamento defensivo animal Predação Serpentes |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Comportamento defensivo | Ecofisiologia | predador | serpente | Temperatura | Comportamento animal |
Resumo Os vertebrados tetrápodes e ectotérmicos, possuem a temperatura do corpo variável de acordo com a temperatura do ambiente. Estudos abordando lagartos e serpentes demonstram que diversos comportamentos ou funções dos vertebrados ectotérmicos sofrem direta ou indiretamente influência da temperatura na adequação biológica (fitness)(Bartholomew, 1982; Huey, 1982; Lillywhite, 1987, Mori & Burghardt, 2001). O comportamento anti-predatório constitui um caso especial dos comportamentos sabidamente influenciados pela temperatura, pois parece sofrer diversos tipos de alterações em diferentes grupos de tetrápodes ectotérmicos, como lagartos (Rand, 1964; Hertz et al., 1982; Crowley & Pietruszka, 1983), anfíbios anuros (Gomes et al., 2002), salamandras(Brodie Jr. et al., 1991) e serpentes (Fitch, 1965; Herckrotte,1967;Arnold e Bennett, 1984; Schieffelin & Queiroz, 1991; Keogh & DeSerto,1994; Mori e Burghardt, 2001). Esses estudos mostram que a temperatura afeta as repostas comportamentais tanto em termos de magnitude quanto de qualidade, o que permite supor que as mudanças no tipo de comportamento com a temperatura sejam consistentes com os efeitos*da temperatura sobre o desempenho comportamental. Deste ponto de vista, animais mais frios, e por tanto com menor velocidade, prefeririam respostas defensivas baseadas em agressividade ou na passividade, sendo o segundo caso esperado em espécies menos capazes de causar dano. Esta hipótese é o foco do presente trabalho, e será testada mediante uma análise do comportamento da serpente Tomodon dorsatus (Colubridae) em diferentes temperaturas corpóreas, quando exposta a um estímulo externo simulando um ataque predatório. Esta espécie foi escolhida por apresentar um rico repertório defensivo (Bizerra, 1998). Espera-se que animais com temperaturas corpóreas mais elevadas apresentem uma velocidade de locomoção e de bote maior quando comparados com animais mais frios, e que respostas agressivas ou passivas aumentem ao diminuir a temperatura. (AU) | |
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