| Processo: | 10/11514-7 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2013 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Jacqueline Mendonça Lopes de Faria |
| Beneficiário: | Jacqueline Mendonça Lopes de Faria |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Pesquisadores associados: | Kamila Cristina Silva |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 11/19672-3 - O chá-verde (Camellia sinensis) apresenta efeito neuroprotetor na patogênese da retinopatia diabética? Estudo in vitro em cultura de células de Muller de ratos dos possíveis mecanismos moleculares neuroprotetores da Camellia sinensis . pol, BP.TT |
| Assunto(s): | Retinopatia diabética |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | celulas de Muller | glutamato | Neuroproteção | Polifenóis | retinopatia diabetica | Oftalmologia |
Resumo
A retinopatia diabética (RD) é considerada a primeira causa de cegueira em pessoas de idade produtiva nos Estados Unidos da América. A RD é considerada uma doença neurodegenerativa primária acompanhada por extensas alterações vasculares. Alterações funcionais da retina podem ser identificadas antes do aparecimento do primeiro microaneurisma, sugerindo que o efeito primário da hiperglicemia é nas células neurais e gliais com alterações secundárias nas estruturas vasculares. As células gliais (em especial a célula de Muller) têm um papel central na regulação da homeostasia na retina incluindo manutenção da barreira hemato-retiniana e dos níveis baixos de neurotransmissores na fenda sináptica. O principal neurotransmissor excitatório na retina é o glutamato, aminoácido tóxico quando em altas concentrações causando neurodegeneração. Assim, os mecanismos para remover o glutamato do espaço extracelular eficientes são necessários para a manutenção de uma retina saudável. Estudos em modelos experimentais de diabetes demonstraram que existe disfunção do metabolismo do glutamato na retina o que resulta em acúmulo de glutamato precocemente na patogênese da RD. O acúmulo de glutamato pode acelerar a morte de células vasculares e não-vasculares o que pode estar associado na patogênese da DR. O chá verde (Camellia sinensis) é um alimento funcional. Estudos epidemiológicos demonstraram estar ligado à redução da morbidade e mortalidade cardiovasculares. A maioria dos efeitos benéficos do chá verde é atribuída aos seus flavonóides, conhecidos como catequinas. Estes polifenóis são responsáveis por até 40% do peso seco do chá verde, e por este fato o extrato purificado tem despertado muito interesse como um possível agente terapêutico. Evidências têm sugerido ações neuroprotetoras das catequinas relacionadas não somente com a doação radical H- mas também pela modulação das vias das caspases resultando em proteção de neurônios a apoptose. Em cultura primária de neurônios, o tratamento com epicatequina estimulou a forforilacão do fator de transcrição CREB, ERK e Akt com aumento da expressão gênica no receptor GluR2. Estes dados revelam o potencial da epicatequina de modular a neurotransmissão, plasticidade e sinaptogenesis. Este mecanismo pode em parte explicar os efeitos benéficos vasculares observados entre os consumidores do chá verde. Na área da oftalmologia e visão existem poucos dados na literatura. Este presente projeto visa estudar em modelo in vitro os mecanismos de ação neuroprotetores do chá-verde nos seus compostos ativos (epigalocatequina galato) nas células gliais da retina em meio com alta concentração de glicose e no futuro propor nova alternativa terapêutica para o tratamento da retinopatia diabética. (AU)
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