| Processo: | 11/05215-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2013 |
| Área de conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica |
| Pesquisador responsável: | Norberto Peporine Lopes |
| Beneficiário: | Madeleine Ernst |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Metaboloma Sistemática Plantas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Dereplication | Lychnophora | Lychnophorioides | Metabolomics | Plant Systematics | Química Orgânica |
Resumo Dentro das metas de internacionalização da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, tem sido oferecidos estágios a alunos estrangeiros em fase final de graduação, visando captar estudantes de outros países para os programas de pós-graduação da unidade. Nesse contexto tivemos contato, no ano de 2010, com a acadêmica Madeleine Ernst, Farmacêutica formada na Universidade da Basileia (Suíça), e após ampla discussão surgiu a proposta de estudos metabolômicos de plantas utilizando espectrometria de massas com ionização por electrospray (ESI). A ferramenta de ESI tem sido a mais emprega nos estudos metabolômicos devido a sua versatilidade, principalmente em relação à capacidade de operação tanto no modo positivo quanto negativo, o que fornece um maior número de dados para os delineamentos estatísticos. Essas análises servem como suporte em estudos focados em dereplicação de ativos, variações ecológicas e também para a sistemática vegetal, quando tratamos de gêneros com dificuldades de classificação. Espécies do gênero Lychnophora subtribo Lychnophorinae (Asteraceae) são conhecidas comumente no Brasil como "arnicas da serra" ou "falsas arnicas" e são usadas na medicina popular brasileira como agentes analgésicos e anti-inflamatórios. Várias plantas desse gênero são utilizadas com o mesmo fim, assim são plantas de uso popular e não tradicional, sendo que seu emprego teve início com a colonização de italianos principalmente. Além disso, os botânicos brasileiros divergem muito das opiniões sobre a classificação baseada apenas em exsicatas proposta por pesquisadores europeus e americanos. Em estudos recentes, nosso grupo de pesquisa tem demonstrado a capacidade de análise de microamostras de partes vegetais, como poucas glândulas do tipo tricoma e fragmentos de folhas de material herborizado. Considerando o problema acima exposto com o gênero Lychnophora e capacidade analítica em ESI instalada na FCFRP-USP o objetivo deste trabalho de mestrado é desenvolver um protocolo de metabolômica com procedimentos quimiométricos para a análise de todas as plantas da seção Lychnophorioides depositados no Herbário da Unicamp, onde está a maior coleção de specimens de Lychnophora do Brasil. Nesse estudo contaremos com a colaboração do botânico Prof. Dr. João Semir da Unicamp, maior especialista na subtribo Lychnophorinae e pretendemos assim, colaborar de forma significativa com o avanço da metabolômica no país e aplicar seus resultados tanto na sistemática como na possível explicação de seu uso indiscriminado. (AU) | |
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