| Processo: | 11/07074-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2015 |
| Área do conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia |
| Pesquisador responsável: | Adriana Alves |
| Beneficiário: | Adriana Alves |
| Instituição Sede: | Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Petrologia Magmatismo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | analises in situ | Crystal Size Distribution | enclaves microgranulares félsicos | Evolução de câmaras magmáticas | Mineralogia e Petrologia |
Resumo
Estudos recentes de petrologia de granitos são fortemente influenciados pela constatação de que os enclaves microgranulares máficos (emm) são testemunhos da frequente e volumetricamente significativa contribuição de magmas de derivação mantélica à origem e evolução de magmas graníticos, seja como fonte de calor ou como fonte de diversidade composicional. Por outro lado, a origem dos enclaves microgranulares félsicos (emf) é ainda tema de debate; hipóteses atuais os consideram como fragmentos das margens resfriadas reioncorporadas à camara, ou como produtos de processos de mistura e hibridização eficazes entre magmas félsicos e injeções máficas.Enclaves microgranulares félsicos são abundantes em vários dos plútons aflorantes na porção SE do Brazil e, em muitos casos, superam em tamanho e volume os mme. Dois grupos de ocorrência serão estudadas em maior detalhe para investigar diferentes cenários, com e sem óbvia contribuição mantélica. Os plútons Mauá, Mogi das Cruzes e Itapeti são constituídos por (muscovita)-biotita monzogranitos e portam exclusivamente fme, sendo a participação de magmas máficos não sugerida por dados de campo, química ou isotopia de rocha total e em escala mineral. A hipótese mais favorável correlaciona os fme a eventos de auto-mistura entre membros finals félsicos altamente viscosos e quimicamente similares, porém há ainda a necessidade de determinar o papel desempenhado por tais processos na evolução das câmaras magmáticas. No plúton Salto, composto por granitos rapakivi, os fme são grandes (decimétricos a submétricos) e ocorrem em todas as porções do plúton, exceto em sua porção central, composta por granitos pórfiros, texturalmente semelhantes aos fme. Esparsos mme de composição variada de tamanho centimétrico, alguns deles claramente trazidos como inclusões em emf, são tidos como representativos de diferentes estágios de hibridização, como indicado pela presença de feições de desequilíbrio observadas no sieno-granito hospedeiro (textura rapakivi, manteamento de quartzo por minerais máficos). Entretanto não há clara evidência do volume de magma máfico que invadiu a câmara granítica, uma vez que os fme são muito mais frequentes e ocorrem em maior tamanho quando comparados com os emm. As diferentes ocorrências de emf ressaltam os vários mecanismos de auto-mistura vigentes em câmaras magmáticas graníticas, envolvendo repreechimento por magma mais primitivo ou invasão de magmas básicos, que provocam reaquecimento do mush granítico e remobilização de líquidos intersticiais menos densos e mais quentes. Neste cenário, o presente projeto tem por objetivo a avaliação do potencial de uso combinado de estudos texturais quantitativos e de análises químico-isotópicas pontuais a fim de determinar o papel desempenhado pelos diferentes pulsos de magma na formação dos enclaves e sua consequência para a evolução de câmaras magmáticas. (AU)
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