| Processo: | 11/50297-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2015 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes |
| Pesquisador responsável: | Flávio Dias Passos |
| Beneficiário: | Flávio Dias Passos |
| Instituição Sede: | Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Assunto(s): | Mollusca Aplacophora Anatomia animal Oceanos e mares |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Anatomia | Aplacophora | Brasil | Diversidade | Mollusca | Taxonomia |
Resumo
Dentre os Mollusca, os Aplacophora são característicos por possuírem o corpo pequeno, alongado e coberto por espículas. Na literatura mais recente são considerados como um grupo parafilético, composto de dois táxons, os Chaeotodermomorpha (ou Caudofoveata) e os Neomeniomorpha (ou Solenogastres), que são distinguidos, basicamente, pela presença ou não de sulco pedioso ventral e pela estrutura das brânquias, da rádula e das espículas. Relativamente poucos taxonomistas têm se dedicado aos seus estudos, podendo-se dizer que isso se deve, em grande parte, pelo fato de que suas espécies ocorrem em maiores profundidades dos oceanos, locais de difícil acesso. No Oceano Atlântico, registros da ocorrência de aplacóforos são mais comuns para espécies do hemisfério norte, havendo poucas espécies conhecidas do litoral da América do Sul. O interesse nos estudos desses animais vem crescendo pela sua importância no entendimento da filogenia dos moluscos, e pelo fato de que são abundantes em águas profundas. No Brasil, em particular, exemplares têm sido coletados na Bacia de Campos (RJ), onde há intensa prospecção do fundo marinho para exploração de petróleo. Nesse local, uma rica coleção foi obtida pelo Projeto HABITATS, coordenado pelo CENPES/Petrobras. Com esse material, objetiva-se iniciar os estudos da diversidade dos Aplacophora do sudeste brasileiro, reconhecendo novas ocorrências e descrevendo novas espécies, ainda não conhecidas para a ciência. Os exemplares serão estudados pela morfologia externa e também pela anatomia interna, através de técnicas de microscopia de luz, histologia e MEV. Trata-se de um projeto pioneiro, com animais que raramente são coletados no nosso litoral e que será feito com colaboradores estrangeiros. Terá como resultados a formação de recursos humanos, desde iniciantes científicos até aqueles em nível de pós-graduação, e a publicação de artigos e livros sobre animais praticamente desconhecidos do Brasil (incluindo espécies novas). Além disso, vislumbra-se que o conhecimento dessa biodiversidade servirá de base para o conhecimento da fauna de aplacóforos do restante do país, reunindo dados importantes para futuros trabalhos em filogenia, taxonomia e biogeografia, e sendo útil em estudos de monitoramento ambiental de mar profundo. (AU)
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