Resumo
Em mamíferos a liberação de noradrenalina noturna induz a síntese da melatonina na pineal e desta forma, a existência do pico plasmático de melatonina é traduzida como noite. Este paradigma, antes conhecido como o único que controlava a atividade pineal tem sido complementado nos últimos anos, já que, moléculas que sinalizam injúria, tais como, citocinas pró-inflamatórias e padrões moleculares associados a patógenos (PAMPs), podem suprimir a produção de melatonina pela glândula pineal e induzir a síntese desta indolamina por células imunocompetentes. O fator de transcrição nuclear kappa B (NFKB), que possui função central em respostas inflamatórias, participa dos dois efeitos dependendo de qual de suas subunidades for ativada. Recentemente demonstramos que após injeção intracerebroventricular de lipopolissacarídeo de bactérias gram-negativas (LPS) supressão da produção noturna de melatonina pela glândula pineal e produção no cerebelo, o que sugere uma alternância na produção noturna de nina, entre estas estruturas, em situações de injúria encefálica. Agora, neste projeto, pretendemos determinar quais células cerebelares produzem melatonina e estabelecer as bases moleculares que promovem essa produção no SNC. Por outro lado temos por objetivo avaliar se a meIatonina é um dos agentes moleculares dos processos de defesa do SNC. Esta investigação contribuirá para um melhor entendimento do papel desta molécula nos processos de defesa nesta região do organismo, antes definida como imunologicamente privilegiada. (AU)
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