| Processo: | 13/19116-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Zoologia - Morfologia dos Grupos Recentes |
| Pesquisador responsável: | Alejandro Edward Jahn |
| Beneficiário: | Ivan Celso Carvalho Provinciato |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 12/17225-2 - A evolução da migração das aves: a teoria atual se aplica na América do Sul?, AP.JP |
| Assunto(s): | Migração animal Asa Aves Morfologia animal |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Argentina | Asa | Brasil | migração | Morfologia |
Resumo Meu estudo será uma análise sobre a diferença entre a morfologia da asa de duas subespécies diferentes da ave tesourinha (Tyrannus savana), uma das aves mais comuns da América do Sul: o T. s. monachus e o T. s. savana, provenientes de três populações distintas. A subespécie T. s. monachus é residente ou possivelmente migratória entre a América Central e América do Sul e tem a sua distribuição do sul do México ao sul da Colômbia, Venezuela, sul de Suriname e centro-norte do Brasil. A subespécie T. s. savana é migratória e possui uma ampla distribuição geográfica, sendo encontrada desde o Uruguai, Argentina, Brasil, Bolívia, Venezuela até a Colômbia. Durante a primavera e verão as populações de T. s. savana migram em direção ao sul da sua área de distribuição, retornando no período seguinte ao norte da América do Sul em suas áreas de invernada. Por meio de estudos já realizados, sabemos que as espécies migratórias possuem uma morfologia de asa distinta das residentes. Em relação às aves que migram, as asas tendem a ser pontudas, sendo aerodinamicamente favoráveis a voos rápidos e prolongados, por permitirem que as aves sejam melhores sustentadas no ar com um menor gasto energético. Para uma asa ser considerada morfologicamente pontuda, ela deve possuir rêmiges primárias bastante alongadas, enquanto que as secundárias tendem a ser menos alongadas, o que configura uma asa longa e fina.Tirando medidas das asas de cada ave, bem como do peso das mesmas, irei obter valores de aspect ratio (calculado dividindo a largura da asa pela área da asa; quanto maior o valor, maior será a eficiência de voo), wing loading (calculado dividindo peso da ave pela área de sua asa; existem divergências em relação a maneira que esse parâmetro influencia na migração) e Kipp's distance (distância entre a ponta da maior rêmige primária até a ponta da primeira rêmige secundária; quanto maior essa relação, mais pontuda a asa de uma ave e mais adaptada ela estará para migrar). Com esses valores em mãos, irei comparar as diferenças existentes em relação à morfologia dos indivíduos de populações distintas. | |
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