| Processo: | 14/03764-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2016 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Zoologia - Zoologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Carmen Lúcia Del Bianco Rossi Wongtschowski |
| Beneficiário: | Carmen Lúcia Del Bianco Rossi Wongtschowski |
| Instituição Sede: | Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Biodiversidade Peixes Teleostei Biota Brasil |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Atlântico Sudoeste | Biodiversidade | Biota | Brasil | Otólitos | Peixes Teleósteos | Zoologia |
Resumo
As formas dos otólitos dos peixes teleósteos são espécie-especificas e as características dos mesmos permitem sua utilização em inúmeras áreas do conhecimento (taxonomia, filogenia, diversidade, comparação do tempo de vida, dispersão e mortalidade de, falhas de recrutamento, padrões de retenção larval, tempo de exposição dos peixes a contaminantes, processos antropogênicos (causando alteração na abundância e na diversidade de componentes do ecossistema), bioindicadores de pulsos/mudanças ambientais, avaliação do efeito de áreas de proteção e manejo de pescarias, discriminação da origem de espécies, diversidade de colonização de ambientes, introdução e invasão de espécies novas, identificação da dieta de outros animais, metamorfose, proporção de populações distintas, história de vida, geolocação (retrospectiva de deslocamentos, principalmente para peixes estuarinos), arqueologia, fisiologia, contaminação (por selênio, mercúrio), relações entre a filogenia, características dos otólitos e nicho trófico, ecomorfologia, efeitos de mudança na dieta (em aquicultura), panmixia, migrações transoceânicas, marcas de assentamento e de áreas de berçário, reconstrução da história de migração de juvenis, segregação, parasitismo, compreensão do estado das pescarias (séries temporais), posição trófica, diferenciação entre formas de espécies vivendo em águas rasas ou profundas, estrutura de populações, estimativa de mortalidade ("natural tag") e conectividade entre populações. Finalmente, vale citar a importância destas estruturas para a avaliação de mudanças climáticas causadas pela acidificação dos oceanos.Neste contexto um Atlas dessas estruturas é indispensável para auxiliar pesquisas de todas as áreas citadas.O Laboratório de Ictiofauna e Crescimento (LABIC), do IOUSP dispõe de mais de 45 mil pares de sagittae pertencentes à cerca de 210 espécies distribuídas em setenta famílias e vinte ordens de peixes. As informações sobre a procedência dessas estruturas (dados georreferenciados de suas capturas e, dados biológicos dos peixes dos quais foram retiradas) constam de um banco de dados.Com subsídios da Fapesp, já foram analisados otólitos de 43 espécies cujos resultados estão sendo publicados. O diferencial desta coleção é que, além das estruturas propriamente ditas, são disponibilizados desenhos detalhados, fotos dos otólitos de diferentes tamanhos em três faces, uma analise estatística que permite verificar a ocorrência de variações ontogenéticas, informações estas que valorizam sobremaneira os resultados de forma nunca antes tratada e apresentada em publicações disponíveis sobre o assunto.Um levantamento sobre a existência de catálogos de otólitos relativos a peixes do Atlântico Sul ocidental, mostrou a inexistência dos mesmos para a costa brasileira.Para dar prosseguimento à manutenção da coleção e andamento à analise de 100 espécies ainda não trabalhadas, recursos para custeio (material de consumo e serviços de terceiros), são absolutamente necessários, os quais são solicitados na presente proposta. (AU)
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