| Processo: | 14/04036-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2016 |
| Área do conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Física - Física Geral |
| Pesquisador responsável: | Marcus Aloizio Martinez de Aguiar |
| Beneficiário: | Marcus Aloizio Martinez de Aguiar |
| Instituição Sede: | Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Assunto(s): | Genética populacional Sistemas dinâmicos Evolução biológica Distribuição espacial |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | coevolução | dinâmica espacial | Especiação | Evolução | Genética de populações | Sistemas dinâmicos |
Resumo
Processos evolutivos podem levar a mudanças significativas nas características de uma espécie, incluindo sua ramificação em espécies reprodutivamente isoladas. Embora seja possível estudar esses processos considerando a dinâmica de uma única espécie inicial sujeita a influências externas, é desejável levar em conta interações entre espécies, que podem naturalmente incluir mecanismos de seleção natural e levar à coevolução do sistema. Neste projeto pretendemos avançar no desenvolvimento de modelos teóricos e computacionais em dinâmica de populações que possam descrever simultaneamente os componentes genéticos, ecológicos e geográficos de uma população isolada ou de duas ou mais populações interagindo via predação ou mutualismo. A característica importante desses modelos é a reprodução sexuada e o tratamento baseado em indivíduos. No caso de uma única espécie inicial pretendemos aprofundar o estudo de espécies em anel, onde há isolamento geográfico parcial, e modelar os ciclídeos dos lagos africanos, que sofreram recentemente processos rápidos de especiação. Um dos objetivos desses estudo é analisar o papel das frentes de expansão em processos de colonização com ou sem barreiras parciais. O estudo de coevolução será iniciado com um sistema predador-presa sem barreiras espaciais. O genoma da presa, além de ser importante na reprodução, também codifica o seu fenótipo, que consiste de uma quantidade de veneno que a protege do predador. O genoma do predador, por sua vez, codifica a resistência ao veneno da presa, criando uma corrida armamentista. Aqui poderemos compreender como a presença de seleção, incluída no balanço entre veneno das presas e na resistência dos predadores, altera a estabilidade das populações e os processos de especiação. A grande novidade desta formulação é o tratamento genético com reprodução sexuada e acasalamento assortativo, que é bastante diferente do mecanismo de clonagem utilizado para modelar vírus e bactérias. Do ponto de vista teórico pretendemos generalizar asequações e resultados anteriores sobre a evolução de frequências alélicas em populações com dois genes para um número arbitrário de genes. (AU)
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