| Processo: | 14/17312-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 04 de julho de 2018 |
| Área de conhecimento: | Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal - Tecnologia e Utilização de Produtos Florestais |
| Pesquisador responsável: | Mario Tommasiello Filho |
| Beneficiário: | Luiz Santini Junior |
| Instituição Sede: | Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Caracterização anatômica do lenho | Dendrologia e Anatomia da Madeira | Fitossanidade de árvores | Identificação de espécies arbóreas | Parque da Esalq | Dendrologia e Anatomia da Madeira |
Resumo A população urbana tem crescido de forma acentuada motivada pelo êxodo rural e pela ampliação das relações capitalistas no campo. O termo "área verde" diz respeito aos espaços urbanos abertos, acessíveis, que se relacionam com a saúde, recreação e proporcionam interação das atividades humanas com o meio ambiente. O conceito de "parque" está relacionado a uma área verde destinada à recreação e lazer da população. Neste contexto destaca-se o Parque da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", comumente conhecido como Parque da ESALQ, localizado no Campus da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, SP. Formado por uma gama de espécies vegetais nativas e exóticas, utilizado nos cursos ministrados na ESALQ para fins de pesquisas e atividades didáticas, contribui diretamente para amenização do microclima regional, com seus 50.000m² representativos de 5,15% das áreas verdes do município. Idealizado pelo arquiteto paisagista Arsenio Puttemans, foi implantado em 1907 com as primeiras árvores distribuídas em maciços consorciados. Sua riqueza florística foi incrementada pelo estabelecimento de espécies arbustivas e arbóreas nativas não usadas inicialmente no projeto paisagístico, que chegaram ao parque por meio da dispersão de um remanescente de formação florestal de planalto ou floresta estacional mesófila semidecídua. Estudos da Botânica Sistemática fornecem inúmeros subsídios à descrição dos caracteres vegetativos e reprodutivos, para fins de identificação das espécies arbóreas. Já as técnicas em Anatomia da Madeira buscam, nos caracteres anatômicos do lenho, aparatos que nos permitem identificar corretamente as espécies florestais, servindo de base para indicação daquelas com potencial de utilização madeireiro. Levantamentos florísticos anteriores nos mostraram a presença de cerca de 250 espécies arbóreas no Parque da ESALQ, com a presença diversas famílias botânicas de interesse econômico. Assim, baseado nestes estudos anteriores, o presente estudo tem por objetivo selecionar 120 espécies arbóreas de maior representatividade no local, sendo elencadas as espécies com potencial madeireiro, de interesse paisagístico, interesse medicinal, as exóticas introduzidas, em risco de extinção, entre outras categorias, a fim de prover o conhecimento sobre a riqueza das espécies do Parque. Serão coletados ramos terminais contendo material vegetativo (folhas e sementes) e, quando disponível, material reprodutivo (flores e frutos), além de amostras de lenho não destrutivas dos ramos, sendo processadas de acordo com literaturas padrão específicas. Depois de identificadas as espécies, serão montadas exsicatas com o material vegetativo e preparados corpos de prova com as amostras do lenho para análises macro e microscópicas. Após a descrição, serão elaboradas duas chaves que possibilitem a identificação das árvores em campo, baseadas nos caracteres dendrológicos e anatômicos do lenho. Na sequência, serão avaliadas as condições fitossanitárias dos exemplares arbóreos, seguindo os parâmetros: (i) avaliação dos exemplares como sadios ou com doença e/ou praga; (ii) a intensidade do ataque, sendo leve, quando sem dano ao vigor e à função da árvore; médio, quando há pequeno comprometimento ao vigor; e pesado, quando ocorreu alto grau de comprometimento ao vigor da planta; e (iii) relativa aos tipos de poda, através de sinais de poda visíveis no indivíduo arbóreo, classificando-as de acordo com a literatura disponível. Enfim, serão elaboradas pranchas com ilustrações botânicas e com imagens obtidas a partir do material vegetativo e pranchas com imagens macro e microscópicas do lenho, para auxiliar na visualização e identificação das espécies arbóreas em campo. Espera-se que os resultados alcançados sirvam como literatura de referência em futuros planos de manejo sustentado do local, com intuito de subsidiar e disseminar o conhecimento e a preservação deste importante patrimônio biológico, paisagístico, histórico e cultural do Brasil. | |
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