| Processo: | 15/25124-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2018 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Odontologia |
| Pesquisador responsável: | Carlos Eduardo Vergani |
| Beneficiário: | Carlos Eduardo Vergani |
| Instituição Sede: | Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Araraquara |
| Assunto(s): | Fibroblastos Prótese sobre implantes ósseointegrados Implantes dentários Titânio Biofilmes |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Biofilmes | fibroblastos | implantes dentários | titânio | Prótese sobre Implantes |
Resumo
A formação de biofilme em superfícies de abutments é, atualmente, considerada um dos principais responsáveis pela perda dos implantes após o processo de osseointegração. Uma vez que as bactérias se aderem as superfícies e desenvolvem uma comunidade complexa com a produção da matriz extracelular, as células microbianas se tornam tolerantes aos antibióticos e às defesas do indivíduo. A qualidade da adesão dos micro-organismos à uma superfície é influenciada por elementos químicos presentes na camada externa das bactérias e pelas propriedades físico-químicas inerentes a cada material, tais como composição química, energia livre de superfície, hidrofilicidade e topografia. Com o objetivo de controlar a formação de biofilmes sobre esses materiais, nanopartículas de prata (AgNPs) vem sendo desenvolvidas para recobrir as superfícies destes componentes protéticos. Contudo, a literatura científica também tem relatado que, além de algumas espécies de bactérias Gram-positivas serem menos susceptíveis a estes nanomateriais, a prata pode ser tóxica para as células humanas, dependendo da concentração. Diante deste quadro, e com o objetivo de melhorar as propriedades antimicrobianas e, ao mesmo tempo, reduzir a quantidade de prata disponível no ambiente oral, nosso grupo de pesquisa tem avaliado microcristais de tungstato de prata (±-Ag2WO4) e molibdato de prata (²-Ag2MoO4). Nossos resultados preliminares foram promissores em relação à atividade antimicrobiana dos materiais em questão, assim como em relação a ausência de citotoxicidade destes micro-cristais. Como um avanço na aplicação destes compostos, estamos utilizando estes materiais para criar um novo tipo de superfície para abutments de implantes no sentido de prevenir a doença peri-implantar. Para isto, uma análise complexa e completa dos efeitos destes microcristais como materiais antimicrobianos e não tóxicos para células e tecidos será realizada. (AU)
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