| Processo: | 16/17266-1 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2019 |
| Área do conhecimento: | Engenharias - Engenharia Sanitária - Saneamento Ambiental |
| Pesquisador responsável: | Viviane Moschini Carlos |
| Beneficiário: | Viviane Moschini Carlos |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciência e Tecnologia. Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Sorocaba. Sorocaba , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Sorocaba |
| Pesquisadores associados: | André Henrique Rosa ; Marcelo Luiz Martins Pompêo ; Sheila Cardoso da Silva |
| Assunto(s): | Qualidade da água Reservatórios |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | diretiva quadro da água | Discriminador ambiental | reservatórios | Qualidade da água |
Resumo
A maioria dos reservatórios no estado de São Paulo estão localizados em bacias hidrográficas ocupadas por usos antrópicos e urbanos. Esses usos somados à incipiente cobertura sanitária conferem preocupante cenário futuro para esses ecossistemas. Alguns desses reservatórios como a Billings e Guarapiranga apresentam histórico negativo de qualidade de suas águas, culminando com cerca de 40 anos de intensas aplicações de sulfato de cobre e peroxido de hidrogênio para o controle de cianobactérias. Esse cenário futuro preocupante sugere que as normativas brasileiras não são suficientes para barrar ou mesmo reduzir os impactos ambientais sobre a qualidade das águas e muito ainda pode e deve ser feito no sentido de aprimorar sua gestão. Segundo a Diretiva Quadro da Água (DQA), sistema de gestão de recursos hídricos europeu, a qualidade da água não está atrelada ao uso, mas à qualidade ecológica do ambiente. A DQA adota abordagem ecossistêmica com o intuito de que os corpos hídricos atinjam estado de degradação mínima. No bom estado as condições, físicas, químicas, hidromorfológicas e biológicas apresentam 'ligeiro' desvio em relação às condições do corpo hídrico sem ação antrópica. Para corpos hídricos artificiais o objetivo é atingir o bom potencial ecológico e o bom estado químico das águas superficiais, levando-se em conta os objetivos para os quais foram construídos estes ecossistemas. Segundo a DQA, o fitoplâncton é um bioindicador muito adequado para a detecção de pressões física, químicas e hidromorfológicas relacionadas com a contaminação térmica, mudanças na mineralização da água, eutrofização e contaminação orgânica e das mudanças nas taxas de renovação em lagos e reservatórios. Os estudos com o fitoplâncton podem seguir diferentes enfoques: (1) estudo das espécies e das comunidades características dos ambientes, (2) ponderação dos diferentes grupos (índices) e (3) análise dos parâmetros relacionados com a sua biomassa (definida pela concentração de pigmentos ou biovolume). A DQA estabelece diversos índices para a qualidade da água baseados em diferentes critérios, como abundância relativa dos grupos fitoplanctônicos, o valor indicativo das classes e a biomassa. A adequação destes índices precisa ser testada para os corpos d'água brasileiros e, se necessário adaptados ou então elaborados. No Brasil são poucas as iniciativas de estudos com base na DQA, destacando-se trabalhos realizados pela parceria estabelecida entre os grupos de pesquisa em Limnologia (ICT, UNESP, Sorocaba e Depto. de Ecologia, IB, USP, São Paulo). Assim, esta proposta tem como objetivo utilizar o fitoplâncton como discriminador ambiental utilizando as normativas estabelecidas pela Diretiva Quadro da Água (DQA) em reservatórios localizados no Estado de São Paulo (Salto Grande, Barra Bonita, Broa, Itupararanga, Atibainha, braço Rio Grande, Paiva Castro, Igaratá, Jurumirim, Guarapiranga, Rio das Pedras e Taiaçupeba). Para isso o projeto visa a) caracterizar e comparar as massas de água de acordo com os aspectos físicos, químicos e biológicos; b)determinar a biomassa fitoplanctônica e relacionar com a trofia dos reservatórios; d) analisar as cianotoxinas totais e intracelulares nos reservatórios; e) verificar a adequação dos índices de qualidade da água baseados no fitoplâncton estabelecidos pela DQA; f) estabelecer um índice de potencial ecológico nesse reservatórios, utilizando a comunidade fitoplanctônica; g) adequar algumas etapas ecológicas preconizadas pela DQA à realidade brasileira. (AU)
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