Resumo
A biota da mata Atlântica não está distribuída homogeneamente mas estruturada em áreas de endemismo consequência do seu isolamento. A identificação das barreiras é um componente essencial para compreender a origem e evolução dos organismos e propor medidas para sua conservação. As áreas de endemismo variam em número e tamanho, em função do grupo taxonômico estudado e da metodologia empregada. Existe incongruência de dados sobre o limite sul (local entre 27oS e 30oS) da área de endemismo da Serra do Mar (do ES ao RS). A biogeografia de organismos pouco vágeis e sensíveis a mudanças ambientais, como as planárias terrestres (Platyhelminthes), pode contribuir para este debate e também para detectar áreas prioritárias para a conservação. Serão aplicadas metodologias de análise parcimoniosa de endemicidade e análise de endemicidade da fauna de planárias de seis áreas dentro da região focal (entre SP e RS). Análises moleculares filogenéticas (maximum likelihood, inferência bayesiana) de grupos amplilocados subsidiarão hipóteses de relacionamento entre as áreas de endemismo. As áreas prioritárias para a conservação serão inferidas mediante seus índices de diversidade, de similaridade e de endemismo relativo. Quase todos os espécimes já foram coletados. As espécies serão delimitadas morfológica (histologia) e molecularmente (Bayesian Phylogenetics and Phylogeography, Generalized Mixed Yule Coalescent.), e uma parte será descrita formalmente. Colaborarão dois especialistas, em endemismos e em análises moleculares, respectivamente, e um doutorando (com bolsa CNPq). (AU)
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