| Processo: | 17/01701-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2018 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular |
| Pesquisador responsável: | Maria Leonor Sarno de Oliveira |
| Beneficiário: | Júlia Tavares de Castro |
| Supervisor: | Daniel Ladant |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | Institut Pasteur, França |
| Vinculado à bolsa: | 16/17258-9 - Bordetella pertussis e seus componentes como sistemas de entrega e adjuvantes para o desenvolvimento de vacinas contra Streptococcus pneumoniae, BP.DD |
| Assunto(s): | Mortalidade infantil Bordetella pertussis Streptococcus pneumoniae Proteína A de superfície pneumocócica (PspA) |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Adenylate cyclase toxin | Bordetella pertussis | Streptococcus pneumoniae | Biologia Molecular |
Resumo Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é uma das principais causas de pneumonia, meningite e infecções generalizadas em crianças no mundo todo. Estimativas recentes calculam que aproximadamente 400.000 crianças menores de 5 anos morrem anualmente por infecções causadas por S. pneumoniae ao redor do mundo. A proteína A de Superfície de Pneumococo (PspA) é um antígeno bem caracterizado, que confere proteção em modelos animais, representando uma boa alternativa para as vacinas conjugadas atuais. A indução de resposta imune protetora direcionada a PspA em modelos animais já foi descrita, porém poucos adjuvantes de baixo custo, para a composição de uma vacina de subunidade, foram propostos até hoje. Em trabalhos anteriores, nosso grupo testou o uso da vacina celular pertussis (wP) produzida no Instituto Butantan, como adjuvante, em combinação a PspA. A vacina wP é um dos componentes da vacina tríplice DTP (difteria, tétano, pertussis) fornecida às crianças brasileiras pelo Ministério da Saúde, aos 2, 4 e 6 meses de idade, com reforço aos 18 meses e 5 anos. A imunização nasal de camundongos BALB/c com uma combinação de PspA a wP, induziu altos níveis de anticorpos anti-PspA e conferiu proteção contra modelos de desafios letais e de colonização por S. pneumoniae. No projeto de mestrado propusemos a expressão de PspA na linhagem vacinal de B. pertussis, de forma a produzirmos uma vacina recombinante inativada (wPPspA). A porção N-terminal de PspA foi expressa com em fusão com a porção N-terminal do antígeno FHA (Filamentous hemagglutinin A) de B. pertussis. Alguns clones foram testados para imunização de camundongos e, apesar de induzirem níveis baixos de anticorpos anti-PspA, um aumento significativo da sobrevivência dos animais após o desafio letal com pneumococo foi observado. Com base nestes resultados promissores, propomos a continuação dos estudos durante o doutorado. Para tanto, é proposta uma modificação na sequência do gene fha, com o objetivo de melhorar a expressão da proteína FHA44:PspA4 na vacina wPPspA. A expressão de uma proteína de fusão FHA44:PspA4 em sistema de E. coli também será realizada, com o intuito de testarmos esta proteína recombinante como imunógeno, além de protocolos dose-reforço utilizando as vacinas wPPspA e FHA44:PspA4. Por fim, uma nova abordagem baseada nas propriedades adjuvantes da toxina adenilato cliclase (CyaA) de B. pertussis será também estudada. Este sistema utiliza a capacidade de ligação da CyaA a receptores presentes em células apresentadoras de antígeno. Como resultado, espera-se que a CyaA direcione a apresentação do PspA ao sistema imune, aumentando a resposta contra esta proteína. (AU) | |
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