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A Morfometria Geométrica sustenta a distinção entre os dois grupos de populações caracterizados em Partamona rustica (Hymenoptera: Apidae: Meliponini)?

Processo: 19/14363-4
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Data de Início da vigência: 01 de novembro de 2019
Data de Término da vigência: 31 de outubro de 2021
Área de conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Animal
Pesquisador responsável:Marco Antonio Del Lama
Beneficiário:Vinícius de Oliveira Silva
Instituição Sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Filogeografia   Evolução molecular   Abelhas   Apidae   Rio São Francisco   Migração
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:abelhas sem ferrão | Diferenciação Populacional | Filogeografia | forma da asa | Rio São Francisco | variação morfométrica | Genética Evolutiva

Resumo

As abelhas sem ferrão do gênero Partamona Schwarz, 1939 ocorrem desde o sul do México até o sul do Brasil. Partamona rustica Camargo e Pedro 2003, uma espécie de abelha social endêmica das florestas secas do Brasil, está presente em áreas de Cerrado e Caatinga, distribuindo-se da região norte do estado de Minas Gerais ao sudoeste da Bahia. Esta abelha nidifica em termiteiros arborícolas da espécie Constrictotermes cyphergaster Silvestri endêmicos da América do Sul. Pelo menos 62 espécies de plantas desses ecótonos são visitadas por P. rustica. Os caçadores de abelhas e o desmatamento desses biomas constituem as principais ameaças às populações da espécie. Análise de sequências de três genes mitocondriais e oito locos microssatélites demonstrou a existência de dois grupos de populações de P. rustica, um deles a oeste (n = 2 populações) e outro a leste (n = 9) do vale do Rio São Francisco (RSF). Estes grupos se separaram no Pleistoceno tardio, e análises por ABC e de reconstrução filogenética indicaram que P. rustica se originou a oeste do RSF, colonizando subsequentemente áreas a leste do rio. Os testes de migração detectaram baixo fluxo gênico entre os grupos de populações. Isolamento por distância foi detectado nas análises com os locos microssatélites, mas não para os dados mitocondriais, indicando que essa diferença possa ser devida ao comportamento filopátrico da fêmea e ao papel dispersor do macho. O presente trabalho objetiva averiguar se a morfometria geométrica de asas confirma a existência destes dois grupos de populações. A execução do trabalho é justificada pela relevância para os estudos filogeográficos de se estabelecer firmemente se o Rio São Francisco constituiu eventual barreira ao fluxo gênico em espécie de inseto com boa capacidade de voo.

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Publicações científicas
(As publicações científicas contidas nesta página são originárias da Web of Science ou da SciELO, cujos autores mencionaram números dos processos FAPESP concedidos a Pesquisadores Responsáveis e Beneficiários, sejam ou não autores das publicações. Sua coleta é automática e realizada diretamente naquelas bases bibliométricas)
SANTONI, MARIANA MARCHI; MAGRI, LUCAS ARAUJO; SILVA, VINICIUS DE OLIVEIRA; DA SILVA, BRUNO HOFSTATTER; DEL LAMA, MARCO ANTONIO. . Neotropical Entomology, v. N/A, p. 13-pg., . (05/58923-0, 04/02389-3, 19/14363-4, 20/14187-9)
SHIBATA, L.; SANTONI, M. M.; OLIVEIRA E SILVA, V; DEL LAMA, M. A.. . Sociobiology, v. 67, n. 4, p. 572-583, . (19/14363-4, 05/58923-0, 04/02389-3)
OLIVEIRA E SILVA, VINICIUS; FRANCOY, TIAGO MAURICIO; MIRANDA, ELDER ASSIS; OI, CINTIA AKEMI; FERREIRA, KATIA MARIA; DEL LAMA, MARCO ANTONIO. . JOURNAL OF APICULTURAL RESEARCH, v. N/A, p. 8-pg., . (11/21501-2, 12/23342-1, 19/14363-4)