| Processo: | 20/13057-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2021 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia |
| Pesquisador responsável: | Taís Maria Bauab |
| Beneficiário: | Taís Maria Bauab |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Araraquara |
| Assunto(s): | Microbiologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | citronella | nanostructured lipid system | therapeutic treatment | vulvovaginal candidiasis | Microbiologia |
Resumo
Objetivo: Candidíase vulvovaginal (CVV) é uma infecção fúngica oportunista que afeta negativamente a saúde da mulher, devido a sintomas desagradáveis, desafios terapêuticos e o surgimento de cepas resistentes. A associação de produtos naturais com a nanotecnologia é relevante para a melhoria do potencial antifúngico das plantas medicinais. Objetivou-se avaliar a atividade anti-Candida albicans in vitro e in vivo do óleo essencial (OE) de Cymbopogon nardus (L.) Rendle, em forma livre e incorporado (ME+OE) em microemulsão lipídica (ME).Métodos: A análise química do OE foi realizada por cromatografia gasosa acoplada a espectrometro de massas. ME e ME+OE foram caracterizadas por dispersão de luz dinâmica, potencial Zeta, microscopia de luz polarizada, ensaios reológicos, mucoadesividade e microscopia eletrônica de transmissão (MET). A atividade antifúngica in vitro do OE e ME+OE foi avaliada pela técnica de microdiluição. A toxicidade de OE e ME+OE foi analisada em linha celular humana HaCat e usando ensaio de modelo alternativo com Artemia salina. O ensaio de CVV in vivo foi realizado em camundongos fêmeas (C57BL/6).Resultados: Os principais compostos do OE foram citronelal, geranial, geraniol, citronelol e neral. As formulações exibiram tamanho adequado, homogeneidade, carga negativa, comportamento isotrópico, estrutura altamente organizada e comportamento pseudoplástico, para aplicação vaginal. Fotomicrografias da MET mostraram possíveis gotas de OE dentro das estruturas esféricas. O OE, quando incorporado na ME, exibiu uma melhora em sua ação antifúngica contra C. albicans. O OE não foi tóxico contra náuplios de A. salina. O ensaio de CVV in vivo mostrou que o uso da ME melhorou significativamente a ação do OE, uma vez que o ME+OE promoveu a erradicação da infecção fúngica vaginal no terceiro dia de tratamento.Conclusão: O OE e o ME+OE são alternativas promissoras para o controle das infecções fúngicas causadas por C. albicans, uma vez que o uso da nanotecnologia melhorou significativamente a ação antifúngica do OE, principalmente em um modelo in vivo de CVV. (AU)
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