Resumo
Inferir como as relações históricas entre populações naturais se reflete nos padrões de variabilidade genética é um dos desafios da disciplina de genética de paisagens. Essa abordagem permite a compreensão das relações entre a distribuição das populações na matriz geográfica e o fluxo gênico, regulado pelas características ambientais e bionômicas. Uma das muitas possibilidades dentro da genética de paisagens marinha é a análise de associação entre os dados dos marcadores genéticos com potencial papel funcional e características descritivas ambientais. Entretanto, essa associação tem um alcance limitado, uma vez que em organismos não modelo a anotação dos locos associados é limitada pelos bancos de dados. Para resolver esse problema, análises comparativas genômicas podem ser empregadas para estudar a base genética da evolução fenotípica/funcional do caráter. Nesse contexto, a presente proposta explora três aspectos potencialmente fundamentais no estabelecimento de uma ponte entre diversidade genética e traços adaptativos em dois ambientes marinhos restritivos e pouco estudados. Primeiramente, caracterizar e entender a um nível genômico/transcriptômico as diferenças interespecíficas da resposta a pressões ambientais. Em segundo lugar, avaliar a distribuição da variabilidade genética acompanhada por dados ambientais e de circulação oceânica. Finalmente, usando abordagens filogenéticas, ferramentas comparativas (PhyloG2P, PhyloAcc), dados genômicos, transcriptomas e marcadores UCEs, serão testadas associações evolutivas entre diversificação de linhagens e traços adaptativos/funcionais, identificando e distinguindo a similaridade causada por evolução convergente da causada pela ancestralidade compartilhada. (AU)
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