| Processo: | 23/08372-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2023 |
| Situação: | Interrompido |
| Área de conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia |
| Acordo de Cooperação: | CONFAP - Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa |
| Pesquisador responsável: | Leandra Regina Gonçalves Torres |
| Beneficiário: | Vitor Renck Maciel |
| Instituição Sede: | Instituto do Mar (IMar). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 22/10321-8 - Maretórios amazônicos: ameaças aos espaços de produção de sociobiodiversidade e garantia de mundos de vida na comunidade tradicional de pesca de Jubim, Arquipélago do Marajó-Salvaterra/PA, AP.R |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 25/00827-0 - Gestão costeira decolonial - um conceito em desenvolvimento, BE.EP.PD |
| Assunto(s): | Gerenciamento costeiro Governança ambiental Pesca artesanal Ilha de Marajó Amazônia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Amazonia | Análises Diagnósticas | Decolonial | Gestão Costeira | Marajó | Pesca Artesanal | Gestão Costeira e Governança |
Resumo O arquipélago do Marajó apresenta uma das maiores taxas de diversidade biológica e cultural do planeta. Nele habitam mais de 500.000 habitantes, contendo diversas etnias e culturas, como povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores e marisqueiras artesanais, entre outras comunidades tradicionais e povos da floresta (Marin et al. 2015). Além disso, o arquipélago abriga uma biodiversidade faunística e florística de grande importância ecológica (Rodrigues & Szlafsztein 2011). Apesar disso, estão previstos grandes empreendimentos econômicos e de infraestrutura na foz do rio Amazonas e na zona costeira do Pará, como portos, ferrovias e exploração de petróleo e gás, ocasionando sérios impactos e ameaças a sociobiodiversidade do arquipélago. Nesse sentido, iremos realizar um diagnóstico dos conflitos socioambientais e das ameaças à sociobiodiversidade local e regional geradas pelo modelo de desenvolvimento implementado na zona costeira paraense, focando nossos esforços na comunidade tradicional pesqueira de Jubim, município de Salvaterra. Esta avaliação será feita por meio de pesquisa-ação-participativa (Kindon et al. 2007) e uma abordagem de pesquisa intercultural (Rist & Dahdouh-Guebas 2006) e etnooceanográfica (Moura 2017), onde iremos utilizar alguns métodos de pesquisa participativa, como grupos focais (Bernard 2011), DPSIR (Gari et al. 2015, Lewison et al. 2016) e FOFA (Navarro-Martínez et. al 2020), além de entrevistas semi-estruturadas com especialistas tradicionais, visando a integração e co-produção entre os conhecimentos tradicionais e acadêmicos. Para o estabelecimento de relação de confiança (raport) com os membros da comunidade, pretendemos também realizar observação participante (Bernard 2011) nas primeiras idas a campo. Esperamos que o diálogo de saberes entre as diversas partes interessadas e a transdisciplinaridade possam apoiar a visibilização e tratamento de conflitos socioambientais, bem como na gestão costeira decolonial da comunidade de Jubim. (AU) | |
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