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(Referência obtida automaticamente do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores.)

Alimentação dos peixes em um riacho do Parque Estadual Morro do Diabo, bacia do Alto Rio Paraná, sudeste do Brasil

Texto completo
Autor(es):
Casatti, Lilian [1]
Número total de Autores: 1
Afiliação do(s) autor(es):
[1] Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas - Brasil
Número total de Afiliações: 1
Tipo de documento: Artigo Científico
Fonte: Biota Neotropica; v. 2, n. 2, p. 1-14, nov. 2002.
Área do conhecimento: Ciências Biológicas - Zoologia
Assunto(s):Peixes de água doce   Dieta animal   Parques estaduais   Rio Paraná
Resumo

Neste estudo foi investigada a estrutura trófica de uma comunidade de peixes de um riacho de primeira ordem na bacia do Alto Rio Paraná, empregando métodos habituais de análise da dieta combinados com observações naturalísticas. Três trechos do Córrego São Carlos foram estudados. Foram coletadas 18 espécies de peixes, pertencentes a cinco ordens e dez famílias. A análise de 299 estômagos mostrou que 70% dos itens alimentares são autóctones, 24% alóctones e 6% material de origem não identificada. Dezoito pares de espécies (33%) apresentaram sobreposição alimentar significativa, porém esta sobreposição não necessariamente indica competição em razão da segregação espacial e temporal observada na captura do alimento. Três guildas alimentares foram determinadas. Os invertívoros incluíram Astyanax altiparanae, Moenkhausia sanctaefilomenae e Oligosarcus pintoi, que apresentaram predominância de itens alóctones, e Rhamdia quelen, Trichomycterus sp., Corydoras aeneus e Crenicichla britskii, com predominância de itens autóctones. Neste grupo A. altiparanae e M. sanctaefilomenae são catadores de itens na coluna d´água, R. quelen é um predador oportunista bentônico, Trichomycterus sp. e C. aeneus são especuladores de substrato, O. pintoi e C. britskii são predadores de emboscada. Os onívoros com tendência à herbivoria foram representados por Phalloceros caudimaculatus, que se alimentou principalmente de algas. Os perifitívoros incluíram Hisonotus sp., Hypostomus nigromaculatus e Hypostomus ancistroides, pastadores com dieta composta principalmente por diatomáceas, clorofíceas e matéria orgânica. Os resultados aqui encontrados indicam que a comunidade de peixes no Córrego São Carlos se mostra estruturada em nível espacial, temporal e trófico, apresentando uso partilhado dos recursos alimentares disponíveis. O acréscimo de espécies em cada categoria trófica ao longo do riacho possivelmente é um reflexo da crescente heterogeneidade longitudinal de microhábitats na área, disponibilizando sítios de alimentação adicionais. (AU)

Processo FAPESP: 00/01919-8 - Biologia e estrutura de três comunidades de peixes do Córrego Sete de Setembro, Parque Estadual Morro do Diabo, Bacia do Alto Rio Paraná, SP
Beneficiário:Lilian Casatti
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo FAPESP: 01/13340-7 - Avaliação da integridade biótica dos riachos da região Noroeste do estado de São Paulo, bacia do Alto Paraná, utilizando comunidades de peixes
Beneficiário:Lilian Casatti
Linha de fomento: Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Apoio a Jovens Pesquisadores
Processo FAPESP: 02/05996-2 - Avaliação da integridade biótica dos riachos da região noroeste do estado de São Paulo, Bacia do Alto Paraná, utilizando comunidades de peixes
Beneficiário:Lilian Casatti
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Programa BIOTA - Apoio a Jovens Pesquisadores
Processo FAPESP: 98/05072-8 - Diversidade de recursos pesqueiros das nascentes e cursos d’água do sistema hídrico do Alto Rio Paraná no Estado de São Paulo, Brasil
Beneficiário:Ricardo Macedo Corrêa e Castro
Linha de fomento: Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Temático