| Processo: | 10/11759-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Eduardo Antônio Donadi |
| Beneficiário: | Juliana Navarro Ueda Yaochite |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Diabetes mellitus tipo 1 Diabetes mellitus experimental |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Células Estromais Mesenquimais | Diabetes Experimental | Diabetes Mellitus tipo 1 | Terapia com células estromais mesenquimais |
Resumo O diabetes mellitus do tipo 1 (DM-1) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição seletiva de células ² pancreáticas produtoras de insulina. Existem diversas formas de tratamento do DM-1, tais como administração de insulina, imunossupressores, transplantes de pâncreas ou ilhotas pancreáticas, porém todos se mostram ineficientes em algum aspecto. Portanto, existe atualmente a necessidade do desenvolvimento de alternativas terapêuticas para o DM-1. As células estromais mesenquimais (MSCs) representam uma fonte de células-tronco ideal para terapias celulares em virtude de seu fácil isolamento, expansão e capacidades imunomoduladora e regenerativa. Ainda não está totalmente esclarecido na literatura se as MSCs derivadas de indivíduos com doenças autoimunes possuem alterações funcionais que podem estar relacionadas, de alguma forma, com a patogênese da doença. Apesar de alguns trabalhos mostrarem que a capacidade imunossupressora das MSCs derivadas de pacientes com doenças autoimunes está preservada in vitro, muitas questões acerca da biologia e dos mecanismos imunológicos e regenerativos utilizados por essas células in vivo ainda permanecem obscuros. Desse modo, esse projeto tem como objetivo avaliar a eficácia da infusão de MSCs derivadas de pacientes com diabetes mellitus tipo 1 (DM-1) no tratamento do diabetes experimental e comparar os resultados obtidos dessa terapia com o tratamento feito com MSCs isoladas de indivíduos saudáveis.Estudaremos a histopatologia dos camundongos diabéticos (indução por STZ) após o tratamento com MSCs, bem como os mecanismos imunológicos envolvidos na reposta clínica dos camundongos ao tratamento, a presença das MSCs infundidas no pâncreas dos animais e o papel das MSC na regeneração dos tecidos lesados pela agressão autoimune. Primeiramente, acompanharemos a resposta dos animais submetidos à terapia através do monitoramento da glicemia, peso corpóreo e níveis de insulina circulante. Com relação aos mecanismos imunológicos utilizados pelas MSCs na terapia ao DM-1, estudaremos uma possível modulação exercida pelas MSCs nas populações de células T reguladoras (Tregs), Th1 e Th17 tanto in vitro, quanto in vivo. Avaliaremos citocinas, moléculas de superfície e fatores de transcrição relacionados com a diferenciação e manutenção dessas populações celulares no baço, linfonodos pancreáticos e pâncreas. Investigaremos o hommig das MSCs transplantadas, com a finalidade de elucidar a dinâmica de distribuição dessas células frente a um microambiente de inflamação e/ou injúria tecidual. Por fim, estudaremos os mecanismos regenerativos utilizados pelas MSCs no reparo do pâncreas destruído pela agressão autoimune, através da marcação de moléculas relacionadas à neogênese de ilhotas pancreáticas e de proliferação/diferenciação celular. Após realização dos experimentos acima descritos, tanto com as MSCs derivadas de pacientes com DM-1, quanto com MSCs de indivíduos saudáveis, iremos comparar todos os resultados obtidos, para que possamos esclarecer se as células provenientes de indivíduos com DM-1 possuem defeitos funcionais (imunomodulação, regenerativos e de homming para o tecido lesado), possivelmente relacionados ao desencadeamento da autoimunidade e/ou progressão do DM-1. Desta forma, esse trabalho nos ajudará a compreender um pouco mais sobre a biologia e as características das MSCs de pacientes com DM-1, e que poderão ser estudadas detalhadamente e possibilitar, futuramente, o desenvolvimento de novas formas terapêuticas para o tratamento dessa doença. | |
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