| Processo: | 12/19165-7 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2015 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria |
| Pesquisador responsável: | Carmita Helena Najjar Abdo |
| Beneficiário: | Carmita Helena Najjar Abdo |
| Instituição Sede: | Instituto de Psiquiatria Doutor Antonio Carlos Pacheco e Silva (IPq). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Geraldo Busatto Filho |
| Assunto(s): | Transtornos sexuais e da identidade sexual Pessoas transgênero Imagem por ressonância magnética Cérebro |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | anatomia | cérebro | Gênero | Imagens | Ressonância Magnética | transexualismo | Sexualidade |
Resumo
Indivíduos identificados como transexuais estão contemplados na seção de Transtornos de Identidade Sexual da Classificação Internacional de Doenças, 10ª Edição. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 4ª Edição, texto revisado, agrupa os Transtornos de Identidade de Gênero em uma única entidade diagnóstica, ou seja, são aqueles que reportam em sua história desconforto persistente com o sexo com que nasceram. Predisposição genética, influências psicossociais e ambientais, exposição a hormônios e, mais provavelmente, a interação entre esses fatores podem contribuir para o desenvolvimento da identidade de gênero. No que diz respeito ao transexualismo, tem-se sugerido que a diferenciação sexual do cérebro, durante as fases embrionárias do desenvolvimento, sofre um desvio em relação ao resto do corpo. Esta hipótese implica que a neuroanatomia desempenha um papel fundamental na determinação da identidade de gênero. Estudos demonstram que os transexuais do sexo masculino apresentam alguns traços específicos: mais massa cinzenta no putâmen direito; medidas e formas do corpo caloso mais semelhantes ao gênero desejado (feminino); e padrões de microestruturas da substância branca, localizados no fascículo longitudinal superior, no cíngulo anterior direito e no trato córtico-espinhal, a meio caminho entre o sexo do nascimento e o gênero desejado. Este estudo objetiva investigar, por meio de ressonância magnética cerebral, a associação entre alterações volumétricas cerebrais e substância branca em transexuais do sexo masculino, em duas ocasiões: antes e após (pelo menos, um ano) iniciarem a hormonioterapia. Tal prerrogativa constituiria a hipótese que haveria ou não alterações volumétricas e de integridade da substância branca entre os grupos. (AU)
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