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Imagem de água livre no transtorno obsessivo-compulsivo: um estudo com imagem por tensor de difusão

Processo: 19/13157-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Marcelo Queiroz Hoexter
Beneficiário:Maria Paula Maziero
Instituição-sede: Instituto de Psiquiatria Doutor Antonio Carlos Pacheco e Silva (IPq). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Transtorno obsessivo-compulsivo   Neuroinflamação   Cérebro   Imagem de tensor de difusão

Resumo

Há evidências crescentes de neuroinflamação (NI) no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Inicialmente havia evidências em relação ao começo do TOC seguido da infecção Estreptocócica B Hemolítica do Grupo A. Recentemente, processos auto-imunes têm sido correlacionado com o TOC, assim como o envolvimento de marcadores neuroinflamatórios periféricos. Técnicas de neuroimagem, principalmente pelo uso da Tomografia por emissão de pósitrons têm permitido a investigação da NI in vivo. Entretanto, essas técnicas sofrem influência da biodisponibilidade de componentes biológicos e na grande parte, geram imagens complexas de difícil interpretação. Baseado nessa fragilidade, novas técnicas de neuroimagem, como a Eliminação de Água Livre, que usa Tensor de Difusão por Ressonância Magnética, têm emergido. Esse método oferece um tipo de avaliação mais precisa sobre a interferência da água no tecido cerebral. Essa abordagem provém dois parâmetros: o volume fracionário de água livre do compartimento (FW), parâmetro importante para estipular o volume de água extracelular, e a tensão de difusão do compartimento tecidual, medido pela Anisotropia Fracionária de dentro do Tecido (FAT). O parâmetro mais importante para nós, nesse projeto, é o FW. Ele quantifica a contribuição de água livre extracelular que está alterada na NI. Essa medida aumenta a sensibilidade e é promissora para a aplicação clínica, com o potencial de identificar mudanças sutis no TOC. A possibilidade de quantificar NI in vivo no cérebro humano de pacientes com TOC usando Tensor de Difusão é extremamente importante e não foi feita ainda, permitindo a medida de microestruturas de substância branca e processos patológicos como a inflamação. Os resultados desse estudo podem esclarecer o envolvimento da NI na fisiopatologia do TOC e ajudar futuros estudos na identificação de novos alvos terapêuticos. Assim, o foco dessa investigação é comparar 98 pacientes com TOC versus 59 controles usando a Água Livre por Tensor de Difusão.