Resumo
A situação da malária autóctone em áreas cobertas pela Mata Atlântica envolve casos humanos oligossintomáticos, presença de símios com plasmódios semelhantes ao Plasmodium vivax e Plasmodium malariae e a presença de anofelinos; sendo que a espécie Anopheles (Kerteszia) cruzii é a única incriminada como vetora nessa modalidade epidemiológica. Pesquisas recentes realizadas em área de transmissão autóctone na zona sul do Município de São Paulo (sub-distrito de Parelheiros) apontaram a presença de espécies vetoras secundárias, naturalmente infectadas com P. vivax e P. malariae, em locais modificados por ação antrópica, sugerindo a possibilidade de atuação de outras espécies de anofelinos na cadeia de transmissão da doença. Por outro lado, nas matas da Serra da Cantareira, na zona norte do Município, sabe-se da ocorrência da transmissão da malária símia, porém é curiosa a situação de ausência de casos humanos; uma vez que registros entomológicos relatam a presença de anofelinos naquela área. O presente projeto visa dar continuidade ao estudo entomológico nas áreas já pesquisadas anteriormente em Parelheiros, com o intuito de buscar mais evidências da participação de vetores secundários, bem como estabelecer a taxa de infecção dos anofelinos; na Serra da Cantareira, o mesmo será realizado, acrescido da caracterização da fauna anofélica, segundo diferentes ambientes. Em ambas as áreas, pretende-se identificar características ecológicas nos ambientes preservados e modificados que possam estar relacionadas com a abundância dos anofelinos e a dinâmica de transmissão da malária humana e símia nas duas áreas de estudo. Espera-se gerar dados que possam contribuir para orientação de medidas de controle e vigilância da malária na região. (AU)
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