| Processo: | 18/25437-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2023 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores |
| Pesquisador responsável: | Mauro Toledo Marrelli |
| Beneficiário: | Mauro Toledo Marrelli |
| Instituição Sede: | Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Gabriel Zorello Laporta ; Luis Filipe Mucci ; Marcos Takashi Obara |
| Assunto(s): | Entomologia médica Mosquitos vetores Fatores biológicos Emergências Epidemias Febre amarela Haemagogus Epizootias animais Doenças endêmicas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Emergência da febre amarela | Epizootia da febre amarela | Fatores ecológicos da febre amarela | Fatores evolutivos da febre amarela | vetores | Entomologia Médica |
Resumo
A febre amarela (FA) no Brasil e em outros países sulamericanos restringiu-se basicamente ao ciclo silvestre, sendo veiculada principalmente por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Surtos epizoóticos desta doença em primatas não-humanos têm sido registrados com certa periodicidade, que pode variar de cinco a dez anos, precedendo o aparecimento de casos humanos em zonas rurais circundantes. Nas duas últimas décadas tem se notado uma mudança no padrão epidemiológico da FA no Brasil, pois a maioria dos casos passaram a ser registrados fora das regiões Norte e Centro-Oeste, consideradas áreas de focos naturais da doença. O mais recente surto tem provocado um número expressivo de epizootias e casos humanos na região sudeste do país, incluindo notificações em áreas antes consideradas livres para a FA, a exemplo da Região Metropolitana de São Paulo. Há uma grande preocupação com uma possível reintrodução da FA em áreas urbanas do país, sobretudo em regiões densamente povoadas e com baixa cobertura vacinal. Apesar do esforço que vem sendo empreendido pelos órgãos de saúde para a vigilância e imunização das populações em áreas de risco, ainda há questões não esclarecidas sobre como ondas epizoóticas e epidêmicas desta doença se propagam e por que decorrem em intervalos mais ou menos regulares na região extra-amazônica. A presente proposta objetiva desenvolver estudos que busquem entender, de maneira integrada, quais fatores ambientais e biológicos favorecem a emergência de epizootias e epidemias de FA e a sua dispersão por áreas não endêmicas do Brasil, bem como desenvolver modelos que ajudem a explicar e predizer a dinâmica de circulação do vírus na região extra-amazônica. As áreas de trabalho irão abranger quatro macrorregiões predefinidas de acordo com o seu papel na emergência e circulação do vírus, partindo da região endêmica e seguindo um corredor de circulação até a região sudeste do país. Em cada macrorregião serão selecionadas áreas com histórico prévio de epizootias em primatas ou casos humanos para a coleta de mosquitos adultos, com ênfase em espécies consideradas transmissoras do vírus. Ao longo da pesquisa serão desenvolvidos os seguintes estudos: Identificação de hospedeiros preferenciais por meio de estudo de hábito hematofágico dos vetores; Genômica Populacional e Influência da paisagem sobre a assinatura genômica de vetores; Influência da paisagem e do clima sobre a presença e abundância de vetores e na distribuição de epizootias e casos humanos de febre amarela; Modelagem de Nicho para vetores; Modelos teóricos para a dinâmica de transmissão e dispersão da FA durante ondas epizoóticas. Espera-se com a presente proposta elucidar questões ainda não esclarecidas sobre os padrões de circulação do vírus da FA no Brasil e o risco de sua reintrodução em áreas urbanas. A partir das informações geradas, será possível predizer e antecipar futuras situações de risco, permitindo a implementação de sistemas de vigilância mais eficazes, focados nos principais fatores que influenciam a propagação de linhagens emergentes do vírus para as regiões não endêmicas do país, bem como uma melhor alocação de recursos durante campanhas vacinais. (AU)
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