| Processo: | 19/06291-3 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2021 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas |
| Pesquisador responsável: | Victor Satoru Saito |
| Beneficiário: | Victor Satoru Saito |
| Instituição Sede: | Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Carlos |
| Pesquisadores associados: | Gilmar Perbiche Neves ; Hugo Miguel Preto de Morais Sarmento ; Luis Cesar Schiesari ; Maria da Graça Gama Melão ; Tadeu de Siqueira Barros |
| Assunto(s): | Agrotóxicos Metacomunidades Zooplâncton Ecologia de comunidades Mesocosmos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | mesocosmos | Metacomunidades | Pesticidas | zooplancton | Ecologia de comunidades |
Resumo
A biodiversidade na Terra está constantemente se reorganizando frente aos impactos gerados por atividades antrópicas, incluindo a biodiversidade aquática. Uma das maiores ameaças nesse sentido é a expansão agrícola, incluindo a cana-de-açúcar no Estado de São Paulo. Nessa cultura é possível destacar o impacto de pesticidas e da vinhaça, um composto rico em nutrientes proveniente do refinamento do álcool. Os impactos destes contaminantes são bem estudados em níveis tradicionalmente utilizados em estudos ecotoxicológicos, porém em comunidades e metacomunidades o conhecimento ainda é incipiente. Uns dos motivos desse desconhecimento é a elevada complexidade das metacomunidades e maior desafio logístico em experimentações. Este projeto insere-se exatamente nesta lacuna, visando utilizar experimentos de mesocosmos aquáticos, simulando ecossistemas lênticos e testar diferentes hipóteses quanto à reorganização das metacomunidades inseridas em matrizes agrícolas. Em metacomunidades os impactos dos contaminantes devem ser intimamente ligados à taxa de dispersão entre comunidades, bem como ao modo de atuação dos contaminantes agrícolas. Os pesticidas, com potencial tóxico para o zooplâncton, devem atuar como um filtro ambiental inequívoco sobre todas as espécies, onde espécies menos abundantes também devem ser as com maiores chances de extinções. A vinhaça em contrapartida, por ser rica em nutrientes, deve gerar um filtro seletivo, onde espécies com maiores fitness para ambientes mais eutrofizados devem sobressair. Além disso, em uma metacomunidade inserida em uma paisagem agrícola, nem todas as comunidades locais serão impactadas. Neste contexto, as comunidades não contaminadas podem ser essenciais para a reorganização de comunidades impactadas, uma vez que espécies extintas terão chances de recolonização. Porém, se a dispersão ocorrer de locais impactados para não contaminadas poderemos observar efeitos indiretos da contaminação através da dispersão de organismos provenientes de locais com diferentes condições. Considerando o papel fundamental do zooplâncton no funcionamento de sistemas aquáticos, os experimentos possuem o potencial de elucidar como este grupo poderá responder às futuras pressões da expansão agrícola e como podemos compreender essas respostas tendo em vista as dinâmicas de metacomunidades. (AU)
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