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Nanocarreadores biodegradáveis recobertos com Polimixina B: avaliação do ptencial leishmanicida e antibacteriano

Processo: 19/08518-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de junho de 2019 - 30 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Pesquisador responsável:Laura de Oliveira Nascimento
Beneficiário:Laura de Oliveira Nascimento
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Pseudomonas aeruginosa  Klebsiella pneumoniae  Leishmania mexicana 

Resumo

A maioria dos tratamentos de leishmaniose requer hospitalização e apresenta efeitos colaterais ou resistência parasitária; Inovações na formulação/ reposição de fármacos podem superar essas barreiras e devem ser buscadas para aumentar as alternativas terapêuticas. Portanto, testamos o potencial da polimixina B (polB) para matar Leishmania amazonensis, adsorvido ou não em nanopartículas de PBCA (PBCAnp), o que poderia aumentar a internalização de polB em macrófagos infectados. As PBCAnps foram fabricados por polimerização aniônica e analisados por Dispersão Dinâmica de Luz (tamanho, ptencial zeta), Análise de Rastreamento de Nanopartículas (tamanho / concentração), célula de difusão vertical (taxa de liberação), incorporação de fármacos (método indireto, determinação de proteínas) e viabilidade celular in vitro. Nanopartículas revestidas com polB (PBCAnp-polB) apresentaram tamanho adequado de 261,5 ± 25,9 nm, baixa PDI e potencial zeta de 1,79 ± 0,17 mV (estável por 45 dias, no mínimo). A liberação de 50% do fármaco da PBCAnp-polB foi 6-7 vezes mais lenta do que a polB livre, o que favorece um perfil de liberaçãao prolongado e desejado. Com relação às avaliações in vitro, a polB isolada reduziu a infecção amastigota in vitro de macrófagos (10 µg/ mL) sem eliminação completa do parasito, mesmo em concentrações mais elevadas. Esse comportamento limita sua futura aplicação à terapia adjuvante leishmanicida ou ao revestimento antimicrobiano de portadores. O nanocarreador PBCAnp também apresentou efeito leishmanicida e superou a atividade de polB; no entanto, nenhuma atividade antimicrobiana foi detectada. PolB manteve sua atividade contra E. coli, Pseudomonas e Klebsiella, adicionando propriedades antimicrobianas às nanopartículas. Assim, este sistema de entrega de fármaco revestido, descrito pela primeira vez, demonstrou propriedades antileishmancida e antimicrobiana. A característica bactericida ajuda na prevenção/ tratamento de infecções secundárias concomitantes, que pioram as úlceras induzidas pela L. amazonensis cutânea, terminando em lesões desfigurantes ou incapacitantes. (AU)