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Religião, discriminação e racismo no espaço escolar

Processo: 19/03437-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Organização de Reunião Científica
Vigência: 24 de junho de 2019 - 25 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação - Tópicos Específicos de Educação
Pesquisador responsável:Maria da Graça Jacintho Setton
Beneficiário:Maria da Graça Jacintho Setton
Instituição-sede: Faculdade de Educação (FE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Sociologia educacional  Discriminação  Racismo  Religiões  Escola pública  Brasil  Eventos científicos e de divulgação  Reuniões científicas 

Resumo

Todos os dias os professores enfrentam situações relacionadas a estes temas que vão da simples divergência de ideias à violência, da brincadeira racista à exclusão e da diferença à discriminação. A discussão sobre as questões religiosas, de discriminação e de racismo no espaço escolar visa preencher uma lacuna institucional, caracterizada pela ausência de materiais prescritivos e diretivos, e propõe um reforço à formação dos docentes no que se refere ao tema, trazendo ferramentas e recursos pragmáticos para o seu enfrentamento no cotidiano escolar. Neste sentido, serão apresentados os resultados da pesquisa "Religião, discriminação e racismo no espaço escolar" (REDISCO) que teve início em 2015. A pesquisa de inclui pensquisadores com diversos níveis de experiência (de doutorandos à pesquisadores sêniors), de várias regiões do Brasil (nordeste, sul e sudeste) e do mundo (Brasil, França, Canadá e Suíça), tendo como coordenadora Françoise Lantheaume (Université Lumire Lyon 2). O Seminário homônimo à pesquisa buscará trazer algumas respostas para as seguintes questões: Como professores e professoras agem, quais recursos (humanos, dispositivos, argumentos ou outros) mobilizam em situações em que as questões da religião, da discriminação e do racismo são trazidas para o contexto escolar? Quais são as lógicas de ação e os princípios de justiça utilizados por estes atores em situação profissional? Como eles interpretam as expressões religiosas, as manifestações de discriminação e de racismo? Entre trabalho prescrito e trabalho real, quais ajustes são feitos pelos professores para lidar com injunções normativas? A exposição das diferentes pesquisas nos permitirá conhecer realidades diferentes existentes no Brasil, desnaturalizar algumas dimensões das práticas locais e nos apropriarmos dos debates e de práticas bem-sucedidas em diferentes regiões e países. Tal troca é benéfica para os pesquisadores REDISCO, mas também para o público presente e para a comunidade acadêmica. (AU)