Resumo
O ano de 2018 consolidou o Brasil como principal exportador mundial de carne bovina, com crescimento de 11% nos embarques e receita de US$6,5 bilhões. Contudo, à medida que cresce a demanda, cresce também a exigência por qualidade dos produtos, produção ética e bem-estar animal. Sob estresse, os animais ativam mecanismos adaptativos que alteram sua fisiologia e seu comportamento. No Brasil, o estresse térmico é um problema real que reduz a produtividade animal, agravado pelo recente aumento das ondas de calor intenso e pela histórica escassez de árvores nas pastagens. Nesse cenário, a utilização de pastagens arborizadas, como ocorre nos sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), tem sido sugerida como alternativa para o desenvolvimento de sistemas de produção mais amigáveis aos animais criados clima tropical. Atualmente, no Brasil há 2 milhões de hectares implantados com ILPF e o compromisso de alcançar 5 milhões de hectares até 2030. Contudo, ainda existem diversas lacunas de informações técnicas sobre a adoção desses sistemas e os possíveis ganhos expressos pelos animais. Assim, adotando uma abordagem multidimensional, a proposta tem como objetivo determinar o efeito da arborização sobre as condições microclimáticas das pastagens, bem como se a alteração do microclima induz modificações positivas nas variáveis fisiológicas e comportamentais dos animais, que beneficiem sua produtividade. O projeto empregará metodologias inovadoras para aquisição automatizada de dados, dentro do conceito de pecuária de precisão, com perspectiva de favorecer a análise de banco de dados multimodais e a geração de interpretações biológicas mais complexas sobre a termorregulação corpórea de bovinos de corte em sistemas de ILPF. (AU)
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