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Validação do uso de um aptâmero de DNA específico para HER2 como radiofármaco para imagem de tumores

Processo: 18/18112-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de novembro de 2019 - 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Nuclear - Aplicações de Radioisótopos
Pesquisador responsável:Sofia Nascimento dos Santos
Beneficiário:Sofia Nascimento dos Santos
Empresa:Sofia Nascimento dos Santos
CNAE: Comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, ortopédico e odontológico
Município: São Paulo
Pesq. associados:Alexander Henning Ulrich ; Emerson Soares Bernardes
Vinculado ao auxílio:16/21870-1 - Validação do uso de um aptâmero de DNA específico para HER2 como radiofármacos para imagem de tumores, AP.PIPE
Bolsa(s) vinculada(s):19/23539-9 - Validação do uso de um aptâmero de DNA específico para HER2 como radiofármaco para imagem de tumores, BP.PIPE
Assunto(s):Aptâmeros  Medicina nuclear 

Resumo

No mundo, 1.7 milhões de mulheres são diagnosticadas com câncer de mama a cada ano. Este tipo de câncer é dividido em 3 subtipos (PR/ER positivos, HER2 positivos e triplo negativos). Os cânceres de mama HER2 positivos (25%) super-expressam o receptor tipo 2 do fator de crescimento epidérmico humano ErbB-2/HER2. Este tipo de câncer é um dos mais agressivos com alto potencial metastático. No entanto, existem tratamentos específicos para cânceres HER2 positivos, como por exemplo o Trastuzumab. Apesar do Trastuzumab já ser amplamente utilizado para o tratamento de tumores de mama localizados (primários), apenas recentemente foi incorporado no SUS (Janeiro de 2018) para o tratamento de câncer de mama metastático HER2 positivo (Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas, Portaria conjunta nº 4, de 23/01/18). Dessa forma, cada vez mais se tornam necessários métodos de diagnóstico capazes de identificar com acurácia a presença do receptor HER2 em tumores para auxiliar na prescrição da melhor terapia para o paciente.O método atual para a detecção de HER2 em tumores é a biópsia. No entanto, em média 10-15% das biópsias em tumores são inconclusivas ou não podem ser realizadas. No caso de metástases, pelo fato de estas se encontrarem espalhadas pelo corpo e por vezes em locais inacessíveis, frequentemente invalidam a definição do subtipo de tumor de mama. Nesses casos, o médico apenas tem como opção prescrever o tratamento mais agressivo padrão que, além de trazer inúmeros efeitos secundários, nem sempre atende o paciente.A detecção do número e localização de metástases é hoje realizada maioritariamente com recurso a métodos de diagnóstico por imagem com tomografia computadorizada por emissão de fóton único (SPECT) ou a tomografia por emissão de pósitrons (PET) associado a Tomografia Computadorizada (CT) (SPECT/PET/CT). O radiofármaco mais utilizado para este fim é a [18F]-fluorodeoxiglicose ([18F]FDG). No câncer de mama, este exame PET/CT com [18F]FDG está indicado para pacientes com neoplasia localmente avançada e pacientes com suspeita de doença à distância (metástases em outros órgãos). No entanto, além deste radiofármaco ter demonstrado pouca especificidade no diagnóstico de alguns tumores por possuir alta captação em locais inflamatórios e órgãos saudáveis (principalmente no cérebro), o exame com [18F]FDG não permite distinguir qual o subtipo de tumor que o paciente tem nem qual a terapia mais adequada para esse tipo de câncer. Dessa forma, o interesse por agentes de imagem alternativos com capacidade de ligação específica, a receptores, antígenos e enzimas têm ganhado cada vez mais interesse na comunidade médica. Neste projeto, através do uso de imagem molecular com radionuclídeo, pretendemos continuar o desenvolvimento de um radiofármaco específico de ligação ao receptor HER2, para o diagnóstico por SPECT/CT de tumores/metástases positivos para HER2. Esse radiofármaco, denominado HERtarget, será comercializado na forma de kit "frio" (produto não radioativo) que, com recurso a um gerador de Tecnécio metaestável (99mTc, amplamente utilizado nos centros de medicina nuclear) poderá ser radiomarcado nas próprias clínicas para uso em paciente. O uso deste radiofármaco permitirá não só prever o nível de progressão da doença como ajudar no planejamento do tratamento e monitorar a resposta à terapia. Além do mais, nosso interesse concentra-se numa área no qual já existe uma demanda clínica por novos agentes de imagem molecular, em particular contra HER2, o que deverá permitir o sucesso da comercialização de radiofármacos a curto prazo. (AU)