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Desenvolvimento de fertilizante organomineral NPK a base de biocarvão

Processo: 18/17194-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de outubro de 2019 - 30 de setembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo
Pesquisador responsável:Braulio Garcia Pereira Neto
Beneficiário:Braulio Garcia Pereira Neto
Empresa:Carbosolo Desenvolvimento Agrícola Ltda
CNAE: Atividades de apoio à agricultura
Fabricação de adubos e fertilizantes
Município: São Paulo
Pesq. associados:Aline Peregrina Puga ; Cristiano Alberto de Andrade
Vinculado ao auxílio:16/08114-3 - Produção de fertilizante organomineral nitrogenado a partir de finos de carvão vegetaltrango, AP.PIPE
Assunto(s):Fertilizantes  Adubação  Fósforo  Lixiviação  Biocarvão  Fertilidade do solo 

Resumo

O uso de material carbonizado na agricultura passou a ser promissor para melhoria da fertilidade dos solos agrícolas e por estar associado a relevantes questões ambientais como o sequestro de carbono, a melhoria da capacidade de água do solo e a redução da emissão de óxido nitroso para a atmosfera, além de reaproveitamento de resíduos. O desenvolvimento de processos que permitam transformar resíduos agropecuários em compostos com características apropriadas para o uso como condicionadores do solo e fertilizantes é altamente desejável. A cama de frango e a torta de filtro na composição de um fertilizante organomineral, por exemplo, representa inovação e solução tecnológica de fertilizantes sob o ponto de vista econômico como também ambiental. Nesse contexto, o objetivo desse projeto é desenvolver fertilizantes organominerais NPK, obtidos a partir da pirólise de biomassas residuais do setor agropecuário, em mistura com fontes minerais contendo N e K. A pesquisa será desenvolvida em etapas, partindo-se da otimização do processo de produção do fertilizante, caracterização química e avaliação da liberação de nutrientes e eficiência agronômica dos fertilizantes. O processo de produção do fertilizante será realizado por peletização e será avaliada a eficiência deste processo, bem como as características físicas dos pellets. Os fertilizantes também serão caracterizados quimicamente quanto aos parâmetros exigidos pelo Ministério da Agricultura (umidade, pH, teor de C orgânico, teor de macronutrientes, CTC), visando também o registro futuro destes fertilizantes. Serão realizados três experimentos a fim de avaliar agronomicamente os fertilizantes produzidos: 1) No primeiro experimento será avaliada a disponibilidade de P dos biocarvões de forma a avaliar a necessidade ou não de complementação com fonte mineral (superfosfato triplo); 2) No segundo experimento será determinada a velocidade e percentual de disponibilização de N e K de seis fertilizantes em colunas de lixiviação de solo. Os fertilizantes terão diferentes composições variando quanto: biomassa do biocarvão (cama de frango ou torta de filtro), concentração de biocarvão (50 ou 61%) e de fontes minerais (KCl e superfosfato triplo); e 3) O terceiro experimento será instalado em casa de vegetação no qual serão avaliados os seis fertilizantes organominerais da etapa anterior, a fonte mineral de P (superfosfato triplo) e o controle (sem P) para obtenção das quantidades totais de nutrientes extraídos e obtenção do índice de eficiência agronômica com base no P absorvido, além do efeito residual dos formulados em relação às fontes convencionais NPK. A produção dos fertilizantes e avaliação física dos pellets serão realizadas nos laboratórios da Carbosolo, enquanto que a avaliação agronômica dos fertilizantes serão conduzidas pela equipe da Embrapa Meio Ambiente. Espera-se obter fertilizantes a base de biomassas pirolisadas (biocarvões) como fonte de P em formulações NPK de eficiência aumentada, com baixo custo de produção, alto valor agregado e compatível com as tecnologias de aplicação de fertilizantes convencionais. (AU)