| Processo: | 19/07618-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2022 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia |
| Pesquisador responsável: | Marcelo Larami Santoro |
| Beneficiário: | Marcelo Larami Santoro |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Aparecida Sadae Tanaka ; Francisco Rafael Martins Laurindo ; Maria Elisa Peichoto ; Vania Gomes de Moura Mattaraia |
| Assunto(s): | Envenenamento por animais peçonhentos Venenos de serpentes Bothrops jararaca Hemostasia Plaquetas sanguíneas Coagulação sanguínea Rutina Antivenenos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | bothrops | coagulação sanguinea | hemostasia | Plaquetas | Plaquetopenia | Rutina | Hemostasia |
Resumo
O veneno da serpente Bothrops jararaca (BjV) altera pujantemente a Hemostasia e a Inflamação, porém poucos estudos têm examinado a interação entre esses dois processos no envenenamento, cuja compreensão é imprescindível para a melhoria do tratamento dos pacientes. Várias toxinas com atividades pró- ou anti-hemostáticas no BjV induzem sangramentos nos pacientes picados, associados à presença de plaquetopenia e coagulopatia; contudo, não se sabe quais delas induzem plaquetopenia in vivo. Vinculadas às alterações hemostáticas, toxinas pró-inflamatórias promovem a estimulação de células e liberação de citocinas e espécies reativas. Visto que o envenenamento botrópico tem fisiopatologia complexa e ainda carece de tratamento eficaz que previna as complicações secundárias não-sanáveis pela soroterapia específica - como as alterações inflamatórias locais, lesões renais, anemia microangiopática e acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos -, é essencial que seja realizada a investigação de novos compostos terapêuticos ancilares que coíbam o desenvolvimento de tais manifestações induzidas pelo BjV. Em estudos anteriores do nosso grupo, a rutina (quercetina-3-rutinosídeo) - um flavonoide barato, já disponível comercialmente e que possui atividades bem estabelecidas antioxidante, anti-inflamatória e pró-hemostática - se mostrou eficaz no combate aos distúrbios hemostáticos que ocorrem no envenenamento. Assim, o presente projeto objetiva: (1) isolar e caracterizar as toxinas do BjV que induzem plaquetopenia durante o envenenamento e estudar seus mecanismos de ação, especialmente na microcirculação; (2) investigar em modelos animais convencionais e geneticamente modificados (a) a patogênese das alterações da interface inflamação-coagulação induzidas pelo BjV e (b) a atividade terapêutica e os mecanismos de ação da rutina. (AU)
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