| Processo: | 22/15660-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2023 |
| Situação: | Interrompido |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada |
| Pesquisador responsável: | Anita Mitico Tanaka-Azevedo |
| Beneficiário: | Eduardo Oliveira Venancio de Lima |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 25/21648-6 - Estudo ontogenético do veneno de serpentes Bothrops alternatus, BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Serpentes Bothrops alternatus Venenos de serpentes Fosfolipases A2 Imunização passiva |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Bothrops alternatus | Fosfolipase A2 | soroterapia | variação intraespecífica | veneno de serpente | Fisiologia de Serpentes |
Resumo Os acidentes ofídicos são considerados doenças tropicais negligenciadas pela Organização Mundial da Saúde. O estudo dos venenos de serpentes é uma importante área da pesquisa biomédica, principalmente, em virtude de suas ações neurotóxicas, hemorrágicas e proteolíticas. O gênero Bothrops é o principal responsável pelos envenenamentos no Brasil e o veneno das espécies deste gênero é caracterizado, majoritariamente, por apresentar as seguintes atividades: proteolítica, coagulante e hemorrágica. Os venenos de serpentes estão sujeitos às variações intraespecíficas relacionadas a diversos fatores, incluindo ontogenia e sexo. Assim, intensos estudos vêm sendo conduzidos na tentativa de elucidar tais aspectos em venenos de diversas espécies de serpente, porém carecem estudos em relação a algumas espécies como a B. alternatus que são serpentes, em geral, de grande porte e que possuem alimentação especializada em pequenos mamíferos. Do ponto de vista clínico, é importante considerar as variações na composição dos venenos que resultarão em diferenças na ação desses e, consequentemente, na eficácia do antiveneno. Com relação às serpentes do gênero Bothrops, o tratamento dos envenenamentos é feito com a administração parenteral de Soro Antibotrópico que, de um modo geral, é efetivo contra os efeitos sistêmicos, mas não neutraliza eficientemente os danos locais. Deste modo, é crescente o interesse da comunidade científica em buscar novos inibidores como complemento à soroterapia. Nosso grupo já caracterizou dois inibidores de fosfolipase A2 provenientes de soros de duas serpentes, a Boa constrictor e a B. jararaca. Com isso, o presente estudo tem como objetivo elucidar os papéis da ontogenia e do sexo das serpentes B. alternatus na composição e atividades do veneno desses animais, utilizando abordagens proteômicas, e o potencial inibitório de dois inibidores de fosfolipases provenientes do soro de duas espécies de serpentes. (AU) | |
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