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Consórcio de café arábica com macadâmia: produtividade e lucratividade com a colheita mecanizada do café

Resumo

O consórcio de café arábica (Coffea arabica L.) com macadâmia (Macadamia integrifolia Maiden & Betche) apresenta benefícios na fase inicial; no entanto, a produtividade do café diminui gradualmente devido ao sombreamento, e a colheita mecanizada de café pode ser dificultada pelo crescimento das árvores de macadâmia. Um experimento foi conduzido em condições irrigadas no sudeste do Brasil para avaliar se o consórcio de café com macadâmia e o uso da poda para permitir a colheita mecanizada de café oferece vantagens agronômicas e econômicas sobre o monocultivo de café (café solteiro). Além disso, objetivamos avaliar qual cultivar de macadâmia (cultivares havaianas: HAES 344, HAES 660 e HAES 816; cultivares brasileiras: IAC 9-20, IAC 4-12B e IAC 4-20) é mais adequada numa consorciação de longo prazo, com a colheita mecanizada de café. As cultivares havaianas de macadâmia têm copa mais estreita, exigindo menos poda dos ramos laterais para permitir o tráfego da colhedoura mecânica de café. A cultivar de macadâmia IAC 4-12B apresentou a maior e a IAC 4-20 a menor produtividade de amêndoas. Pelo fato dos tratamentos consorciados terem 33,3% menos plantas de café por área e produção por planta ter sido reduzida pelo sombreamento, a produtividade de café nesses tratamentos foi em média 38% menor que a do café solteiro. No entanto, devido à venda de amêndoa de macadâmia, o consórcio café-macadâmia foi economicamente superior ao café solteiro. Dependendo da cultivar de macadâmia, o benefício econômico do consórcio foi de 9% (IAC 4-20) a 206% (HAES 816 e IAC 4-12B) maior do que o obtido com o cultivo de café solteiro. (AU)

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