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Infiltrações de vidro com prata em zircônia odontológica para melhores propriedades mecânicas e antimicrobianas

Resumo

A introdução da zircônia na odontologia supriu parcialmente a necessidade de melhores propriedades mecânicas das próteses livres de metal. Embora tenha alta resistência, a porcelana de revestimento estético da zircônia é frágil e fratura-se com facilidade. Além disso, a zircônia possui baixa adesão aos cimentos resinosos. Outra desvantagem é que sofre degradação estrutural em certas condições de umidade e temperatura. Essas limitações poderiam ser melhoradas com um filme de concentrações graduadas de silicatos (vidro) recobrindo a superfície e se estendendo para o interior da zircônia, resultando em um material funcionalmente graduado (MFG), sem variações bruscas de concentrações das fases e com propriedades intermediárias da zircônia e do silicato. Além das aplicações em coroas e próteses fixas, a zircônia tem sido utilizada em abutments e parafusos de implantes ou em braquetes ortodônticos, ou seja, situações clínicas em que propriedades antimicrobianas para prevenir doenças como perimplantite e cáries são desejáveis. Dessa forma, esse estudo desenvolverá um material composto de zircônia infiltrada com vidro de sílica, alumínio, sódio, potássio e cálcio. Também propõe-se criar um vidro de composição semelhante ao anterior, mas contendo prata (5%) e testar a atividade antimicrobiana e viabilidade celular, com a contagem de unidades formadoras e colônias e ensaios de cito e genotoxicidade, respectivamente. O vidro sem prata será aplicado diretamente sobre a zircônia pré-sinterizada com pincel que, após a sinterização, formará um material composto e funcionalmente graduado. O vidro com prata será aplicado sobre a zircônia já sinterizada, na forma pura (5%) ou misturado ao pó de glaze para diminuição da concentração de prata (4%). Para associar os benefícios do material funcionalmente graduado e da inibição microbiana, o vidro com prata será aplicado também sobre a zircônia previamente infiltrada com vidro puro. Serão avaliadas a resistência flexural (ISO 6872-2015), dureza, tenacidade à fratura, confiabilidade estrutural (análise de Weibull), translucidez e energia de superfícies da zircônia infiltrada e dos controles (sem infiltração ou com aplicação de glaze). Para a análise microestrutural, as amostras serão acessadas com difração de raios-X, espectroscopia RAMAN e microscopias eletrônicas de varredura. Após análise exploratória e checados os pressupostos de normalidade, os dados serão submetidos à análise estatística mais apropriada, considerando o nível de significância (±) de 5% para todos os testes. (AU)