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Determinação do Máximo Déficit Acumulado de Oxigênio Utilizando a Técnica de Retro Extrapolação

Processo: 20/09319-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de outubro de 2020 - 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Marcelo Papoti
Beneficiário:Marcelo Papoti
Instituição-sede: Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Corredores  Fisiologia do exercício 

Resumo

Este estudo teve como objetivo comparar o déficit máximo de oxigênio acumulado determinado pelo método convencional (MAODC) com o determinado pela técnica de retro extrapolação (MAODEXTR) em corredores. Quatorze corredores foram submetidos a um teste incremental máximo para a determinação do iVO2MAX, dez esforços submáximos (50-95% do iVO2MAX durante 7min). Durante os esforços submáximos, os valores de consumo de oxigênio (VO2) foram obtidos convencionalmente e por meio da técnica de retro extrapolação (~ 3 s após o final de cada esforço). Foi realizado um esforço supramaximo (110% do iVO2MAX) (tLimC) e cinco sessões supramaximas (tLimEXTR). MAODC e MAODEXTR foram determinados a partir da diferença entre o VO2 acumulado durante tLimC e tLimEXTR e os valores previstos. O tLimC foi menor que o tLimEXTR (164,06 ± 36,32 s, 200,23 ± 63,78 s, p <0,05). Não foram encontradas diferenças significativas entre os valores absolutos e relativos de MAODC e MAODEXTR, no entanto, foram observadas baixas correlações intraclasse (0,26 e 0,24), altos erros típicos (2,03 L e 24 mL kg 1) e coeficientes de variação (46 e 48 %), respectivamente. A análise gráfica das diferenças mostrou concordância e correlação entre os métodos (r = 0,86 e 0,85). Assim, pode-se concluir que o MAODEXTR não é um método válido para estimar a capacidade anaeróbica de corredores, além disso, não apresenta-se confiável. (AU)