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A microbiota vaginal em gestantes brasileiras: sua caracterização, fatores de risco e associação com desfechos adversos da gestação

Processo: 19/17318-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2020 - 31 de outubro de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Patricia Helen de Carvalho Rondó
Beneficiário:Patricia Helen de Carvalho Rondó
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Gabriel da Rocha Fernandes
Assunto(s):Aborto  Recém-nascido de baixo peso  Recém-nascido prematuro  Nutrição  Gestantes 

Resumo

A microbiota, ou comunidades de bactérias que vivem dentro e sobre o corpo humano, é cada vez mais reconhecida por desempenhar um papel na fisiologia e saúde humana. Sabe-se agora, por exemplo, que as bactérias que colonizam a vagina ajudam na defesa contra infecções oportunistas e na homeostase do nicho vaginal. A ausência de homeostase vaginal (disbiose) pode levar à infecção e predispor as gestantes a resultados reprodutivos adversos. Ao mesmo tempo, uma variação considerável na microbiota vaginal tem sido documentada entre as populações, e essa variação pode também influenciar a reprodução e a saúde. Apesar das evidências de tais associações se acumularem na literatura, poucos estudos relevantes foram realizados na América do Sul, incluindo o Brasil. Como parte de um projeto temático em andamento financiado pela FAPESP, propomos recrutar 100 gestantes adultas com d18 semanas de gestação de 33 unidades básicas de saúde em Araraquara, SP. Coletaremos amostras vaginais dos participantes em três momentos da gestação (d18, 20-26, 30-36 semanas) para modelar a composição da comunidade microbiana vaginal e sua variação ao longo da gestação. Além de caracterizar a microbiota vaginal de mulheres brasileiras grávidas, o sequenciamento 'next-generation' do gene RNA ribossômico 16S e a análise de bioinformática serão usados para testar associações entre a microbiota e o nascimento prematuro, baixo peso ao nascer e restrição de crescimento intra-uterino. Os dois últimos resultados permanecem criticamente pouco estudados neste contexto. Também avaliaremos os efeitos dos fatores sociodemográficos, de estilo de vida, e clínicos/reprodutivos dos participantes na microbiota vaginal, a fim de identificar possíveis fatores de risco para alterações microbianas associadas a resultados adversos da gestação. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
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