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Controle biológico via liberação de mosquitos a Aedes aegypti infectados com Wolbachia como uma alternativa ao controle químico

Processo: 20/10964-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de janeiro de 2021 - 31 de dezembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Matemática - Matemática Aplicada
Convênio/Acordo: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Minciencias)
Pesquisador responsável:Cláudia Pio Ferreira
Beneficiário:Cláudia Pio Ferreira
Pesq. responsável no exterior: Olga Vasilieva
Instituição no exterior: Universidad del Valle (Univalle), Colômbia
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Pesq. associados: Daiver Cardona-Salgado ; Helenice de Oliveira Florentino Silva ; Lilian Sofia Sepulveda Salcedo
Assunto(s):Biomatemática 

Resumo

A abordagem mais ampla para reduzir as infecções por arbovírus em humanos é a supressão da população de vetores por meio do uso de controle químico e mecânico. Porém, o uso prolongado e intensivo de produtos químicos promove o desenvolvimento de resistência dos mosquitos aos produtos químicos utilizados. Atualmente, o uso de mosquitos infectados com Wolbachia, uma bactéria que inibe a transmissão de arbovírus, está sendo estudado como um potencial controle biológico. Nesse cenário, a modelagem matemática tornasse um ferramenta necessária para avaliar e comparar o desempenho das cepas de bactérias utilizadas(wMelPop, wMel e wAu). Existem duas maneiras de introduzir insetos portadores de Wolbachia em populações selvagens: (1) por uma única liberação inundativa; (2) por liberações inoculativas periódicas. Em ambos os casos, as seguintes métricas devem ser estimadas: (i) o número total de insetos a serem liberados; (ii) o tempo necessário para o estabelecimento da população invasora; (iii) o tamanho máximo da população de vetor selvagem remanescente que ainda persistente após a invasão. Além do estudo da nova cepa wAu não portadora do fenótipo CI, outra novidade de nossa abordagem é considerar que a transmissão materna é imperfeita, característica que em geral e ignorada em muitos modelos matemáticos existentes. Vale ressaltar que a modelagem e análise matemática combinadas com simulações oferecem um laboratório in silico para explorar diversos cenários com baixo custo. Os resultados do nosso projeto podem fornecer uma base científica essencial para o uso do controle biológico. (AU)