Busca avançada
Ano de início
Entree

Laticíferos em Sapindaceae: estrutura, evolução e importância filogenética

Processo: 20/16613-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de fevereiro de 2021 - 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Morfologia Vegetal
Pesquisador responsável:Diego Demarco
Beneficiário:Diego Demarco
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Evolução  Látex  Sapindaceae  Anatomia vegetal 

Resumo

A ocorrência e estrutura dos laticíferos são pouco conhecidas em Sapindaceae. Sua ocorrência está subestimada devido a baixa produção de látex na maioria das espécies. Nós investigamos 67 espécies de 23 gêneros de Sapindaceae para verificar sua ocorrência e características estruturais, de desenvolvimento e químicas, assim como sua história evolutiva na família. Ramos caulinares foram coletados de espécimes frescos e de herbário para análises histológicas. Três caracteres derivados das características dos laticíferos foram codificados e seus estados ancestrais reconstruídos através de análise bayesiana e estimados por máxima verossimilhança. Apenas laticíferos articulados não anastomosados foram encontrados em Sapindaceae. Os laticíferos se diferenciam precocemente durante o desenvolvimento caulinar e são encontrados no córtex, floema e medula. O látex é principalmente composto por lipídeos. Calose e suberina foram detectadas nas paredes dos laticíferos em alguns gêneros. A reconstrução dos estados ancestrais mostrou que os laticíferos estão presentes na maioria dos clados de Sapindaceae com algumas reversões. Calose na parede do laticífero foi encontrada exclusivamente em Serjania e Paullinia (tribo Paullinieae), um caráter que derivou independentemente. A ocorrência de laticíferos em Sapindaceae é maior do que previamente registrada. Laticíferos articulados não anastomosados tiveram cinco origens independentes em Sapindaceae com algumas perdas secundárias, ocorrendo em cinco dos seis gêneros de Paullinieae e 10 outros gêneros externos a Paullinieae. Particularmente, a calose na parede do laticífero evoluiu independentemente duas vezes na família e sua ocorrência pode ser interpretada como uma inovação-chave que promoveu a diversificação de Paullinia e Serjania. Nosso estudo sugere que as características dos laticíferos podem ser úteis para o entendimento das relações entre os gêneros dentro da família. (AU)