Resumo
O quadro atual brasileiro de separação e destinação de resíduos recicláveis se mostra preocupante. Pesquisas, por exemplo Abrelpe 2019, indicam que menos do que 10% dos resíduos recicláveis são realmente reciclados, resultando em 80 mil toneladas de resíduos recicláveis descartados em aterros diariamente, gerando um imenso desperdício de recursos, agredindo o meio ambiente e desperdiçando um potencial de quase 20 bilhões de reais anualmente. Além disso, a pequena parcela que é destinada corretamente, possui um sério problema de qualidade (contaminado com material orgânico), segundo 70% dos recicladores entrevistados pela VALORA. As pessoas, ao não fazerem a higienização (remoção do material orgânico fazendo a limpeza com água e sabão se necessário) e o descarte correto dos resíduos, geram um material de baixa qualidade para as empresas que irão aproveitar estes recursos. Também a falta de informação e transparência no processo de reciclagem causa insatisfação em 75% das pessoas que se propõe a separar seus resíduos segundo outra pesquisa realizada pela Valora, gerando desmotivação no descarte correto. A VALORA é uma startup de valorização de resíduos recicláveis e tem como objetivo resolver o problema da indústria que recebe material reciclável de baixa qualidade que, ao serem processados, causam queda na eficiência em seus processos e aumento dos custos de produção. Por meio da submissão na Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE a VALORA pretende aprimorar sua tecnologia de interface com o gerador de resíduos e implementar alguns módulos estratégicos: desenvolvimento de protocolos de comunicação com diferentes Hardwares/Equipamentos; Telemetria do sistema de coleta; Rastreamento dos resíduos utilizando conceitos de blockchain; suporte nas tomadas de decisão e automação das mesmas por meio dos conceitos de machine learning. Para que todos estes processos tenham uma interação harmônica, se faz necessário o desenvolvimento de uma tecnologia que possa conectar os geradores de resíduos, logística de coleta e central de triagem. Somente através desta tecnologia a VALORA será capaz de implementar um modelo de negócio capaz de endereçar as necessidades de todos os stakeholders da cadeia de forma otimizada, sustentável econômica e financeiramente. O nosso projeto está dividido em quatro etapas: Etapa 0: set up dos KPIs estratégicos do negócio; Etapa 1: desenvolvimento do software/tecnologia acima mencionados; Etapa 2: Aquisição de equipamento de coleta (caminhão elétrico) e de balanças; Etapa 3: integração e realização dos testes de hipóteses com base nos dados coletados em campo para ajustes dos parâmetros do sistema. Sendo assim, é solicitado a FAPESP um valor de, aproximadamente, R$ 300 mil reais para a realização do projeto de pesquisa a ser apresentado. (AU)
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