| Processo: | 21/08177-3 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2022 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Adriana Castello Costa Girardi |
| Beneficiário: | Adriana Castello Costa Girardi |
| Instituição Sede: | Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Vinculado ao auxílio: | 16/22140-7 - Bases moleculares da função e da disfunção tubular renal, AP.TEM |
| Assunto(s): | Túbulos renais proximais Fisiologia renal Função renal NHE3 |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Função Renal | gliflozinas | Nhe3 | proteção cardiorrenal | Sglt2 | Túbulo proximal | Fisiologia Renal |
Resumo
Introdução: Os inibidores de SGLT2 reduzem o risco de mortalidade e morbidade por insuficiência cardíaca (IC), independentemente da presença ou ausência de diabetes. Todavia, os mecanismos subjacentes a esse benefício permanecem obscuros. Neste estudo, testamos a hipótese de que o inibidor de SGLT2 empagliptina (EMPA), inibe a atividade do NHE3 em túbulo proximal renal e melhora o manuseio renal de sal e água em ratos não diabéticos com IC. Métodos: Ratos Wistar foram submetidos ao infarto agudo do miocárdio ou à cirurgia fictícia (sham). Após 4 semanas, os ratos que desenvolveram IC e os ratos sham foram tratados com empagliflozina ou não por mais 4 semanas. A expressão do SGLT2 e do NHE3 foi avaliada por immunoblotting e RT-PCR quantitativo. Microperfusão estacionária in vivo foi empregada para determinar a atividade do NHE3 em túbulo proximal renal. Resultados: Ratos com IC tratados com EMPA exibiram níveis séricos mais baixos de BNP e menor peso do ventrículo direito e do pulmão em relação ao comprimento da tíbia do que ratos com IC não tratados. Após o desafio com solução salina, as respostas diuréticas e natriuréticas de ratos IC tratados com EMPA foram semelhantes às de ratos sham e foram maiores do que aquelas de ratos IC não tratados. Além disso, o tratamento com EMPA preveniu o declínio do RFG e a atrofia renal em ratos com IC. A atividade do NHE3 em túbulo proximal foi maior em ratos com IC do que em ratos sham, enquanto o tratamento com EMPA reduziu marcadamente a atividade de NHE3. Inesperadamente, tanto a abundância proteica como os níveis de RNAm de SGLT2 e encontravam-se hiperexpressos no córtex renal de ratos com IC.Conclusão: A prevenção da progressão da IC pela empagliflozina está associada à redução da atividade do NHE3 em túbulo proximal, restauração da euvolemia e preservação da massa renal. Além disso, propomos que a desregulação do SGLT2 em túbulo proximal renal pode estar envolvida na fisiopatologia da IC não associada ao diabetes. (AU)
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